A arte de nada dizer

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O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, nestes quase 8 anos, botou em prática uma das peculiaridades: falar muito, mas ainda nada dizer. As suas falas, suas abordagens são sempre ambíguas. Aponta em uma direção, mas abre uma janela noutra, não sabemos se isso é uma estratégia política, afim de saltar do barco se necessário for ou se é indecisão, se vai empurrando com a barriga, terceirizando as decisões mais difíceis.

Nestes 8 anos vimos rivalizar com Sebastião Oliveira e em algumas situações amenizar ao não esconder que pessoas ligadas ao deputado federal estiveram pavimentando uma reaproximação. Vimos ele condenar Carlos Evandro ao revelar rombo milionários nas contas do munícipio, logo assim que venceu em 2012, mas dizer que o ex-prefeito é forte e importante para o próximo pleito. Evandro também já disse que não seria nada demais se supostamente se aliassem e fosse o escolhido.

Duque negou que a ida de Márcio Oliveira fosse com uma condicionante dele ser o vice, Márcio ajudou a tentar esconder, mas no fim foi o mesmo o escolhido. O prefeito também havia definido que no meio deste ano escolheria o seu candidato ou o seu poste, mas já disse também que não há pressa e que até casamento se remarca. As falas são inconsistentes e muitas vezes incoerentes.

Nesta bancada Tarcísio já o chamou de camelão, por se adaptar a folhagem. O problema é que a mata é densa e com imensa variação de cores e espécies, assim a mudança de tom, de pele e de time é cedo demais entre uma e outra, e isso expõe o intuito de se dar bem, seja como for, com quem for e independentemente de qual caminho escolha.

Não é muito claro se a parte de cima do muro, a qual o prefeito mais aprecia, se é um acaso ou é mesmo covardia. O prefeito não promoveu em seus dois mandatos, pelo menos até aqui, o ordenamento do comercio ambulante. Não fez as melhorias no pátio da feira, não respeitou a mobilidade urbana. Tudo por conta da pauta populista, afinal ele é formado nesta escola.

Se houver qualquer risco de perda de votos, deixa como está, faça ouvidos moucos. Busca uma acomodação, nem que quando for outra vez pressionado pelos demais poderes ou pela opinião pública, solte outro discurso fazia, outra promessa solta, promova novos engodos.

Em oito anos o prefeito não imprimiu uma marca própria, não respeitos nenhum dos princípios da administração pública, enfim, o prefeito não disse a que veio. Esse papel que ele procura encenar já está desbotado, cansado, com falas repetidas e decoradas pela plateia, por enquanto convence apenas aos que rodeiam que se fartam de algum migalha que pro ventura de sua mesa caia.

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