A escalada da violência em Serra Talhada

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Quando abrimos as páginas policiais aqui no município nos deparamos com uma sequencia de crimes que nos chama a atenção. Parece que até que os olhos dos criminosos estão voltados para cá. Fugitivos sendo detidos. Investida a carro forte foi abortada pelo trabalho brilhante da nossa polícia. Crimes financeiros, com golpes e saques milionários em vítimas serra-talhadenses.

Diariamente levamos ao ar nos nossos noticiosos detalhes destas investidas criminosas. É bem verdade que ao passo que a bandidagem investe, reagem as forças policiais, realizando prisões de envolvidos nesses crimes, tanto estelionatários, assaltantes ou receptadores.

Os crimes das mais variadas modalidades estão sendo praticados nos quatro cantos do município. Arrombamento a estabelecimento no IPSEP, bandidos andando sobre as telhas na cagep, assaltos na ponte entre o Bom Jesus e o Vila Bela. Todo dia algo dessa natureza é registrado, sem falar na situação calamitosa das drogas. Bocas de fumo que são fechadas, traficantes que são presos. A impressão que temos é que as polícias estão enxugando gelo.

Antes de mais nada precisamos melhorar as condições das polícias para que, além de terem agilidade nos trabalhos, tenha efetividade com ocorrências bem trabalhadas, com inquéritos perfeitamente elaborados, afastando desta maneira as chances de um criminoso ter a prisão relaxada numa audiência de custódia. Também é preciso endurecermos as leis, principalmente contra as drogas, especificamente na figura do traficante e quem sabe debater com serenidade a possibilidade de regulamentar o uso, desmantelando assim o tráfico e os elos desta corrente que traz tantos prejuízos para a sociedade.

Pelos dados da SDS (Secretaria de Defesa Social), cerca de 60% dos crimes violentos tem relação com as drogas. A força motriz do caos é o trafico. Para mantê-la em pleno funcionamento os usuários, escravos dos tóxicos, ingressam no mundo do crime. Iniciam fazendo pequenos furtos para manter o vício ou pagar dívidas, até que vai se envolvendo de uma maneira que não dá para retroceder, e assim, passa a atuar em crimes mais pesados.

Os assaltos, os furtos, arrombamentos e outros crimes são elos dessa corrente do desastre.

 

Maciel Rodrigues

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