A ideia do Jesus travesti é um ofensa sem tamanho

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O que é arte de fato, o que é uma manifestação artística e o que é ofensa a crença, ofensa as instituições religiosas? Em Garanhuns uma peça teatral já havia gerado polêmica antes mesmo de ser autorizada a se apresentar, e  como era esperado, foi polêmica também em sua apresentação.

É a liberdade artista ou a libertinagem de quem quer ganhar seus minutos de fama tocando em pontos intocáveis, em tabus, usando desse artifício para chamar a atenção para si? O que vimos foi muito mais polêmica do que performance.

Apelações ou brincadeiras de mau gosto com a religião a alheia já terminou em tragédias, e não é isso que instigamos, mas também não é essa libertinagem para uma manifestação que não tem qualquer propósito, senão o de chocar, de chamar atenção, de quem deseja aparecer, como se diz no adágio popular. Sobre tragédias, lembremos o jornal francês, Charlie Hebdo, brincou com Maomé e viu seus cartunistas serem mortos por jihadistas que se sentiram ofendidos com as charges.

Se não há outro propósito senão o de ofender, é perigosa este tipo de apresentação. Que quer ofender, menosprezar, talvez utilizando-se do ódio para tenta reparar as aberrações feitas contra gays e transexuais nesse País, porém uma coisa não justifica a outra, e não haverá compensações. É preciso a manutenção do respeito, lembrando que o Estado é laico, e é permitida toda e qualquer tipo de manifestação religiosa, e o que se viu nessa apresentação teatral foi uma intolerância, um abuso, e isso também está previsto em lei.

O que foi apresentado no FIG (Festival de Inverno de Garanhuns) na peça teatral “Jesus, rainha do céu” foi chulo, grotesco e de tremenda falta de respeito e também de bom gosto.

Maciel Rodrigues

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