A novela dos camelôs

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A nova-velha polêmica que envolve os camelos da cidade de Serra Talhada. Além de praticarem, não todos óbvio, um comércio desleal com quem está no interior do Pátio da Feira na Lagoa Maria Timóteo, infalivelmente também acabam por obstruir as ruas da cidade, dificultam a passagem de pedestres e cadeirantes, isso é um fato, embora os camelôs neguem.

O clima entre governos e vendedores ambulantes é sempre tenso em qualquer lugar do Brasil. No Facebook várias cenas de outras regiões do País já circularam, com guardas municipais confiscando mercadorias por estarem exportas em locais inadequados.

Desde 2015 que existem um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, entre MPPE (Ministério Público de Pernambuco) e Prefeitura visando ordenar o comércio, melhor o trafego pelas calçadas e acabar de uma vez por todas com concorrência desleal entre quem está no pátio pagando impostos e quem ocupada indevidamente uma calçada em qualquer área da cidade.

Já são três anos de idas e vindas e nenhuma solução concreta foi de fato encontrada. Propostas, obras que não atendem aos anseios dos camelôs e no fim tudo volta a estaca zero.

Quem sabe desta vez encontrem, governo e camelôs, uma saída, que privilegie o transito de pedestres nas calçadas, que promova concorrência honesta entre todos, no mesmo espaço tendo as mesmas condições e que nenhum pai de família seja impedido de ganhar o seu sustento, a não ser que resista a aquilo que for definido pela categoria, pois é preciso avançar.

Hoje aqui no programa vamos debater mais sobre o assunto, recebendo mais uma vez Ary Amorim e integrantes da comissão que debate o assunto, para saber quais pontos precisam avançar, o que já atende e principalmente o que diz as leis e normas sobre as calçadas.

Não há caça as bruxas, nem perseguições, pelo menos da nossa parte. O que queremos é uma negociação transparente, sem politicagem, sem invencionices, sem promessas irreais.

O governo esta correto em querer adequar o espaço, em organizar o setor e as vezes é necessário ser um pouco mais duro, impopular. É o preço para colocar nos eixos algo deixado de lado por muitas administrações que se negam colocar a mão na cumbuca.

Do outro lado é legitimo o pedido de melhores condições, de que quem está vendendo na informalidade precisa vender hoje, pois não tem capital para bancar prejuízos ou esperar que o local seja consolidado, porém não é viável transformar os anseios em intransigências. O diálogo será sempre o melhor caminho e instrumento mais eficaz para encontrar um caminho para resolver essa celeuma.

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