Analfabetismo x Fake New!

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O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que ainda temos mais de 11 milhões de pessoas analfabetas no Brasil. É especialmente essa gente que enfrenta muitas dificuldades na hora de procurar um trabalho. Mas não apenas isso, milhões e milhões de cidadãos brasileiros são analfabetos-funcionais, que são aqueles que leem, porém não interpretam, que não compreendem com clareza aquilo que estão lendo.

O escritor Umberto Eco disparou que as redes sociais deram voz aos imbecis, e olha, cá para nós, não julgamos que ele tenha sido exagerado ao assim dizer. Ao perceber o comportamento dia milhares ou mesmo milhões de brasileiros em uma das principais redes, o Facebook, constatamos que ou é verdade aquela máxima de que o povo tem memória curta, ou o analfabetismo é ainda maior que os percentuais apresentados pelo IBGE, ou pior, o brasileiro perdeu sua capacidade de ficar indignado com as falcatruas, com o roubo e tornou-se conivente dessa prática.

A incapacidade fica evidente quando não sabe discernir o que é verídico, comprovado, com fonte confiável daquilo que é invencionice, coisa montada justamente para influenciar na sua decisão. Se as Fake News podem ter interferido nas eleições americana, quando Donald Trump venceu Hilary Clinton, aqui a aposta não é diferente. Há um cenário evidente e cada dia mais se fortalecendo e nosso pique também cresce o número de notícias falsas as tais FAKE NEWS.

O quanto estas noticias falsas interferem realmente não se pode aferir. Quantas pessoas que de fato mudam o voto porque viu ou ouviu algum conteúdo que parecia ser verdade?

Montagens em fotos, vídeos manipulados, tirados do contexto, com o claríssimo proposito de, literalmente, enganar, desviar a atenção do cidadão.

Não é de hoje que alertamos aqui sobre as Fake News, mas o que se encontra nas redes sociais é uma ampla maioria de noticias inverídicas inundando essa rede. Também é ineficiente até aqui o trabalho da Justiça Eleitoral e do próprio Facebook em retirar esses conteúdos do ar.

Entre as mentiras, o Documento da ONU, que de tão bem-feitinho e maquiada, se não estiver até o cidadão pode compra-la como uma notícia de verdade, mas como se sabe foi uma armação fajuta que não alcançou seu intento.

Mesmo que pareça ladainha, é preciso ligar o “desconfiometro”. Ler mais, se não souber pergunte a um filho ou neto, se aquele conteúdo é mesmo verdadeiro. Dê preferência a sites conhecidos. Temos muitos, seja de jornais ou de revistas.

Quando você ler uma informação em um site seguro, deve saber que será fácil encontrar o autor do conteúdo, caso exista alguma inverdade. Já quando se consome conteúdo de fonte duvidosa, mesmo que seja uma mentira deslavada, não será possível saber quem é e onde está o responsável.

Diminuir a mentirada que rola na rede também é um papel nosso. Estamos levando os nossos costumes da vida real para a vida virtual. O costume de casa está indo não só a praça, está indo ao mundo pela rede.

 

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