Boechat, uma inspiração.

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Desde de muito cedo recai sobre todos nós a necessidade de escolher o que seremos, que papel desempenharemos na grande engrenagem da sociedade, pois alguma relevância terá no funcionamento como um todo, e algum sentido na vida de milhares ou quiçá milhões de anônimos. Com esse preâmbulo queremos dizer que o bom jornalismo sofreu um duro golpe nessa segunda-feira com a morte trágica do jornalista Ricardo Boechat em acidente aéreo.

Assistindo a série de entrevistas preparadas pelos seus colegas da TV Bandeirantes e também pelos relatos de muitos que conviveram com ele em outros veículos de comunicação, como na TV Globo, nos enquadramos. Boechat era o típico profissional que não usou suas habilidades perceptíveis para se dar bem, não. Sempre foi apontado que com o bom jornalismo, com sua capacidade elogiada e reconhecida, se posicionou ao lado do povo. Foi gente, como a gente.

É olhando para jornalistas como Ricardo Boechat, que certamente pelo bom salário que recebia na Band e das palestras que proferia, poderia ostentar, ter carrões de luxo, no entanto era apaixonado por um Renault twingo, um carrinho feinho e baratinho. Era espontâneo, quando no rádio divergiu do Pastor Silas Malafaia e o criticou duramente. Nas palavras de colegas, ela bravo, critico, ácido, mas justo.

É olhando para uma trajetória como a de Ricardo Boechat, de muito sucesso defendendo o que era justo, que nos espelhamos. Se as vezes nos questionam o que ganhamos defendendo as coisas corretas, sendo ásperos, quando necessário. Sendo ácidos, quando preciso, podemos afirmar, tomando como base na história desse grande jornalista, que vale mesmo o reconhecimento, o serviço prestado. A admiração e o respeito conquistado, mesmo daqueles que tenham alguma mágoa.

O desaparecimento do jornalista, como se deu, nos devastou, e em meio a devastação analisamos friamente o que vale e o que não vale a pena. Partir e ter deixado a certeza de ter se doado pelas causas corretas e justas, vai dar sempre a sensação de ter feito o que era preciso ser feito. Muito obrigado, amigo. Guardadas as proporções, nos espelhamos na sua “incopiável” maneira de ser, para tocar a nossa missão aqui, por vezes, incompreendida.

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