Cadê o início das obras graúdas contra alagamentos em Serra Talhada?

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Cobramos a prefeitura na edição do programa O XIS A QUESTÃO de segunda (3) e voltamos a fazê-lo na terça (4): cadê a sequencia das medidas visando atenuar ou exterminar pontos de apagamento? Nas primeiras horas recebemos um relatório de medidas emergenciais tomadas, mas depois nada mais veio, como num sinal de que está tudo resolvido, porém perguntar não ofende: será que está? Se chover hoje, os mesmos percentuais das chuvas dos dias 23 e 26 de novembro, 60 e 64 milímetros respectivamente, assistiremos transtornos bem similares ou não?

Não queremos formular aqui críticas vazias, sem informações que as justifiquem, mas também é perceptível que as medidas que esperamos quanto aos problemas dos alagamentos estão aquém do esperado e também do prometido pela gestão quando montou o Gabinete de Crise para tratar com seriedade essa problemática, pois segundo secretários que compõem o gabinete, o objetivo é solucionar problemas históricos.

Somo gatos escaldados e morremos de medo de água fria, ainda mais se forem águas das chuvas. Em 2015 o legislativo municipal, o executivo e o judiciário (através do MPPE), se reuniram, levantaram os problemas, mas nada foi executado. Tudo ficou somente como uma expeça cortina de fumaça que escondeu, enquanto houve a estiagem, os problemas que permanecem os mesmos e com o mesmo grau ou maior de gerar transtornos a cada nova chuva.

São esperadas novas precipitações e não sabemos se as medidas já tomadas e aquelas que por ventura estejam sendo, e fogem ao nosso conhecimento, se serão eficazes para evitar o velho filme em preto e branco. As inundações que são corriqueiras e seculares. O que fazemos então aqui é pedir mais informações. Queremos acompanhar o que está sendo feito e ao passo que acontecem dar a devida publicidade. O cidadão atingido por estes problemas anos após anos precisam saber que o governo está ou não fazendo algo, afinal, logo ali nos espera uma estação chuvosa e queira Deus que seja mesmo volumosa, pois estamos no semiárido e não podemos vê-la como inimiga, mas como redenção dessa gente sofrida.

A gente entende que não será fácil consertar tudo da noite para o dia, todavia é imprescindível que algo seja feito com celeridade em pontos caóticos que carecem de medidas drásticas, o alagamento na Avenida Custódio Contado, bem em frente a 19ª Ciretran, é um deles. Necessita ação já ou na próxima chuva vamos estar aqui contabilizando os mesmos prejuízos. Situações como da coleta de lixo do Vila Bela é outro ponto que precisa ser intensificado. Monitorar as chuvas é imensurável para que seja possível resolver os problemas. Sabendo com antecipação quando vai chover, pode-se, nas áreas mais críticas, desenvolver trabalhos preventivos como de coleta de lixo e etc., buscando minimizar os transtornos.

Continuamos de olhos nas nossas caixas de e-mail e nos grupos de WhatsApp, esperando novas notícias, outros comunicados nos deixando a par do que já foi, daquilo que está sendo e o que será feito no tocante as chuvas e ao Gabinete de Crise. Não queremos que, passado o período, que esquecidos pelo cidadão os momentos de tensão vividos com as chuvas, os problemas sejam esquecidos, varridos para debaixo do tapete como fizeram as administrações até aqui. Não queremos outra cortina de forma como aquela levantada em 2015, com o único e claro objetivo de dispersar, de tirar a atenção, de mudar o foco.

Maciel Rodrigues

Jornalista SRTE-PE 5598  

Radialista DRT 2671

 

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