Câmara ignora parecer do TCE e aprova contas de Luciano Duque por unanimidade.

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Na sessão ordinária realizada na noite dessa segunda-feira (11) na Câmara de Vereadores de Serra Talhada (CMST) ficou ainda mais evidente a subserviência do Poder Legislativo ao Poder Executivo. Mesmo com recomendação de reprovação das contas do exercício financeiro de 2014, todos fizeram suas “justificas” e votaram contrários ao parecer do Tribunal de Contas de Pernambuco.

Foram 17 favoráveis. Nenhuma abstenção, nenhum voto contrário. O resultado expõe que há mais convergência entre oposicionistas e vereadores de situação. De que a base do prefeito Luciano Duque está muito maior do que se imaginava. Difícil contabilizar quem está de que lado.

Sob a alegação de que “estudaram” bem o parecer, todos os “representantes” do povo não viram razão nenhuma que pudesse influenciar seus votos ao encontro do que recomendara o TCE-PE. Pelas manifestações durante todo o processo de votação, estava nítida a preparação. A decisão foi um “baralho surrado”, de cartas amarrotadas, bem marcadas.

Além das contas de 2014 [aprovadas nessa segunda], ainda esperam ser apreciadas as de 2013, também rejeitadas pelo tribunal. Mas pelo “tom” da sessão que julgou a primeira, não é difícil acreditar que o prefeito não encontre dificuldade em aprová-las também, e assim, se livrar dos impedimentos previstos em caso de rejeição.

Está evidente que o Poder Legislativo de Serra Talhada precisa passar por uma grande renovação e ela só virá por um único caminho: pelo voto livre e consciente. O eleitor é a última barreira contra o vício e a falta de zelo pelos cofres públicos. Se o cidadão não tomar para si esta mudança em 2020, não se pode esperar dos atuais representantes aquilo que chamamos de espírito público. Os nossos edis, desta legislatura [velhos conhecidos] não passam de achacadores profissionais.

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