Comunidade na zona rural de Flores está sem médico desde novembro

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O Posto de Saúde da Família (PSF) do Sítio Matolotagem na zona rural de Flores – PE apareceu na 2ª edição do ABTV desse sábado (2). A reportagem verificou que na comunidade tem dificuldade ao buscar atendimento médico desde novembro quando os profissionais cubanos tiveram de deixar o País depois que o governo de Cuba decidiu não levar adianta a cooperação com o Brasil através do programa Mais Médicos, a decisão cubana veio logo depois da vitória de Jair Bolsonaro para Presidente da República e da possível exigência da prova do Revalida para que estes médicos do País caribenho pudessem atuar aqui.

De novembro para cá os moradores da comunidade não conseguem atendimento médico. O agricultor Roberto Francisco Dias relatou a falta do profissional: “é, no momento não temos, está passando por esse processo de médico aqui, tá um problema”. A dona Maria de Lourdes da Luz Medeiros conta que foi até a unidade fazer uma consulta, mas como não tem médico vai voltar para casa sem ser atendida.

Procurada pela reportagem da TV Asa Branca, a Secretária de Saúde do município, Joselma Cordeiro, reconheceu o problema, disse que em dezembro a vaga foi preenchida, mas que houve desistência do profissional por questões particulares e que está aguardando o edital do Ministério da Saúde para que outro profissional passe a atender na localidade, mas que não há previsão. São 690 famílias que estão sem médico.

Ao ser indagada se o município poderia colocar um profissional naquela unidade de saúde, ela foi taxativa: “nós não podemos colocar, porque a unidade é credenciada no Programa Mais Médicos, então a gente tem que realmente esperar a chegada do [médico do]ministério”.

Opinião

Não adianta reformar e ampliar a unidade, como foi feita gestão de Marconi Santana que está no terceiro ano do 3º mandato a frente do Poder Executivo de Flores, mas não conseguir oferecer os serviços essenciais e que são direito do cidadão.  Além da falta de médicos, nesta mesma unidade fizemos uma reportagem em dezembro de 2018 sobre a falta de remédios básicos para diabéticos e hipertensos, reclamada pelo cidadão Bosco Rodrigues [relembre].

Outro problema apresentado nesta mesma unidade de saúde, foi a ausência de serviços básicos de odontologia, a alegação do governo é que o “compressor estava quebrado”, porém mesmo depois do anúncio da aquisição e um novo compressor, o problema persiste, conforme fomos informados por moradores da localidade.

Como diz o adágio popular: perguntar não ofende. Como são contratados os médicos nas Unidades Básicas de Saúde não credenciadas no Programa Mais Médicos? Não há uma saída temporária legal prevista para o problema?

Segundo nossa reportagem apurou, o município não está impedido de contratar e oferecer médico pelo menos 2 ou 3 dias por semana até que saia o resultado do edital do Ministério da Saúde, isso sem qualquer prejuízo no cadastro daquela unidade junto ao Ministério da Saúde.

A palavra está com o governo.

Assista a reportagem da TV Asa Branca:

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