Duque e a velha estratégia de se “vitimizar”

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O prefeito Luciano Duque repete a estratégia de coitadinho e de perseguido. No escândalo do bode, chorou quando dava sua versão em entrevista de rádio e foi confrontado por um dos denunciantes na época, Adauto Mourato. O escândalo do bode veio à tona em 2012 em pleno período eleitoral em que Duque, então recém-chegado ao PT enfrentava Sebastião Oliveira, antigo aliado. Venceu as eleições para prefeito da cidade, mas o caso segue até hoje sem conclusão.

O escândalo do peixe e do bode consistia em desvio de dinheiro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) quando Luciano Duque ainda era vice-prefeito de Carlos Evandro, ele era o operador. A gestão na época comprou grandes quantidades de peixe e de bode, o detalhe é que, as comunidades através de suas associações não sabiam da venda, como há informações da falsificação de assinaturas de alguns presidentes destas.

Agora uma nova celeuma se levanta: o tratamento de resíduos sólidos. Primeiro, quando questionado pelo programa de rádio X DA QUESTÃO – da Líder do Vale FM, preferiu atacar os jornalistas e dizer que era vítima de denuncismo de irresponsáveis e que nem reconhecia alguns como jornalistas. Como a coisa foi avançando e informações mais fortes foram surgindo, como o evidente descumprimento da empresa que ganhou a licitação, a empresa Gaúcha Hertz, moderou o tom.

Recentemente o vereador Gilson Pereira (PROS) apresentou requerimento convocando o prefeito, ou, em caso de incompatibilidade de agenda, do secretário da pasta responsável, para responder aos questionamentos sobre o fechamento do antigo lixão as margens da PE-390 e das atividades no novo aterro as margens da PE-320. No requerimento o vereador pedia a presença, e que a defesa oral fosse comprovada com documentos. O prefeito não foi, não enviou substituto, dando-se ao direito somente de enviar um calhamaço de papeis “respondendo” aos questionamentos feitos no requerimento.

Depois de num primeiro momento atacar quem denunciou, mais adiante em dificultar o acesso as informações e agora volta ao seu expediente de se fazer de vítima. No site Leia Mais PE, disse: “Em Serra Talhada infelizmente, a ribalta e o desejo de criticar estão acima dos interesses maiores, lamento que a intolerância consiga sobrepor ao bom senso”. Outra vez o Duque perseguido e incompreendido?

O prefeito inclusive fala da sua coragem de mexer em setores que muitas gestões não tiveram coragem, como municipalização do trânsito, zona azul e etc. e isso é verdade. Mas não pode usar a máxima de que “minhas qualidades cobrem meus defeitos”. Precisamos Saber porque a empresa não cumpriu o cronograma de investimentos, porque não está reciclando e gerando empregos e renda, como era a proposta.  Precisamos saber sobre a qualificação e utilização da mão de obra dos que antes viviam da exploração do antigo lixão, foram capacitados e serão empregados na usina de reciclagem?

Duque tergiversa na hora de dar explicações. Quando está com razão parte para cima e é sempre duro, carrasco. Quando está errado faz cara de choro e alega que é vítima de perseguição.

Como ouvi do palestrante e advogado Carlos Neves Filho durante evento sobre legislação eleitoral na FIS (Faculdade de Integração do Sertão), nada é por acaso na política. Nenhuma tomada de decisão é tomada por impulso. Pensando assim, Duque tenta ganhar tempo. Depois dos 30 dias previstos no primeiro requerimento, o prefeito terá mais dias até o vereador apresentar novo requerimento, como foi sugerido pelo presidente da Casa Naílson Gomes, “sendo mais claro” de que é convocada a presença do gestor (ou secretário) e não apenas de resposta por escrito, isso se o vereador apresentar novo requerimento. Caso apresente a gestão terá outros 30 dias. E aí vai empurrando com a barriga e maquiando nesse intervalo aquilo que der.

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