Duque vai chutar a estrela vermelha

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Quando ele chegou ao Partido dos Trabalhadores nas portas do processo de uma disputa eleitoral em 2012, depois de quase ter sido rifado pelo PR, foi um burburinho. Afinal as alas mais radicais, mais xiitas, não o viam como um petista, nem neo-petista, mas com a mola do mundo é dinheiro ou poder, ou quem sabe as duas juntas, ungiram seu nome e com a “água benta” estocada pelo prefeito Carlos Evandro, Luciano Duque alçou o cargo de prefeito de Serra Talhada, vencendo o forte candidato Sebastião Oliveira.

Enquanto o mentor dominava a sueca, Duque ficou com o xadrez, não o tradicional, mas sim aquele onde a disputa política é o tabuleiro e os personagens são as peças. Como qualquer principiante, deu sorte, mesmo as jogadas mais arriscadas deram certo. Começou ao lado de Dilma, construiu a tal estrada para Brasília, coitada, logo avariada e cheia de buracos, no fim do primeiro mandato e com a cobiça por um segundo, viu a estrada ser levadas pela enxurrada do impeachment, pobre Dilma, foi para o ciclismo ao invés de natação, aí as pedaladas é que a afundaram.

Dali em diante a sorte começava a mudar. Mesmo com boas e corajosas investidas para reverter o jogo, nem sempre o lance de sorte vai fazer do indivíduo um herói, nem todo os dias são bons. Ter peitado os antigos donos da estrela vermelha e empurrado Marília Arraes em suas goelas, foi forte, e se não tivesse recebido o troco poderia ter feito a colega aloprada governadora. O que ele não contava era com os planos do presidiário que não tem compromisso com nada, nem ninguém, senão consigo mesmo. Lula mandou Marília baixar o facho e se recolher. Ela obedeceu e ainda ficou, como boa petista, construindo um discurso fajuto e demagogo de que a culpa era de Paulo. Não citou uma frase sobre o aval de Lula, ou seja, candidata borra-botas, marionete.

Luciano, para falar grosso, fez um evento com Armando Monteiro, adversário ed Paulo e de Lula, que era o garoto propaganda de Paulinho. Mas ainda assim, buscando fôlego, sabe-se lá de onde. Construindo discursos abstratos, cômicos as vezes, Luciano e colegas do time vermelho, lotado de apaixonados, decidiu abraçar o poste, Haddad, só que ele deu choque. Era um poste de jardim, com fios desencapados, logo não tinha chance que ali desse Luz.

Para fechar a tampa desse caixão que caminha em cortejo melancólico, Duque viu ser aberto contra ele um processo disciplinar por infidelidade partidária, devido ao apoio a Armando. Porém o que parecia muito ruim seria o cenário ideal para jogar o boné. Deixar o PT quando ele diminuiu na Câmara, quando a sua estrela está presa e sem chances de deixar a cadeia, com a “presidenta” impedida legalmente e mais tarde rejeitada nas urnas. Enfim, meus amigos, chegou a hora, depois de 7 anos travestido de petista, de discursos populistas e até de língua presa, bem nos moldes do PT, hora de “descamaleonear”, de fazê-lo noutro local, quem sabe sem qualquer cerimônia, pouse noutro ninho, porque não de volta para casa, ou busque se travestir num PSL da vida, quem duvida?

O fato é que o prefeito deve fazer as malas, como disse a reportagem do Jornal do Commercio. O destino? Acreditamos que aí é que se inicia a jogatina e o show de barganha. Ele mesmo disse não ter pressa para isso. O fato é que os tempos de PT já era. As questões particulares entre Duque e a legenda, aliadas ao inferno astral vivido pelo partido, formam um momento ideal para dar no pé. E o sinal já foi dado, quem sabe comece agora as negociações. Para qual destino não sabemos, a nós só resta esperar.

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