É de pior a pior!

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Sem brilho, acanhada, menor. Assim foram as comemorações dos 168 anos do município. Seguindo a marca da gestão de Luciano Duque, a festa que comemora a emancipação político do município, encolheu. A quantidade de pessoas desfilando foi menor, assim como de cidadãos que saíram de suas casas para assistir ao evento.

Acanhada também foi a atração musical colocada na praça Dr. Sérgio Magalhães. Nada pessoal com o público evangélico. Como também não teria se o evento fosse católico, de umbanda e etc., mas o culto realizado na noite dessa segunda, pareceu com mais um improviso feito pela gestão.

Existem enormes contrastes dentro da mesma gestão, como já observou e comentou o companheiro Tarcísio Rodrigues. Na hora que se escancara a falta de serviços básicos como manutenção de prédios e vias públicos, quando se questiona a qualidade das obras, o governo fala em crise. Põe na falta de dinheiro a culpa por não poder resolver os problemas.  Aí noutro momento, o gestor diz que a cidade caminha na direção contrária do País, de que o Brasil atravessa uma crise, mas Serra está crescendo.

Isso é sério ou pode ser alguma patologia? Pode ser esquizofrenia? Que universo é esse visto apenas pelo gestor, e claro, no momento que lhe convém.

A cidade que desenvolve, segundo o prefeito, é a que ainda não resolveu a questão dos resíduos sólidos. É a que ainda não tem um aeroporto, apesar de estar aparentemente mais perto. A cidade que se desenvolve, é a tem um grande déficit de saneamento e pavimentação, e o que foi feito na gestão Duque está acabando antes mesmo que ele conclua o seu segundo mandato, ou seja, foi dinheiro mal-empregado, foi dinheiro jogado fora.

A cidade que desenvolve, como diz o prefeito, é que não consegue atrair indústrias, e isso escancara a incompetência e o amadorismo com que às gestões recentes trataram a pauta. Esta grande cidade não tem um plano para tratamento do esgoto, despeja seus dejetos dentro do Pajeú, no entanto administração municipal alardeia ser ganhadora de prêmios pela sua política ambiental, o que nos faz desconfiar do tal titulo, pois não há ações evidências de políticas sérias.

Esta cidade a qual o prefeito faz referencias, tem uma guarda municipal sucateada, deve a fornecedores, tem um rombo nas contas do instituto de previdência própria, não paga os direitos dos trabalhadores, como insalubridades e etc.

Serra Talhada só chegou aonde chegou, graças aos recursos, coragem e ousadia do setor privado, que não espera por bom tempo, que faz a coisa acontecer de fato. Mas se precisasse da atitude, do desprendimento da gestão pública municipal para alavancar o desenvolvimento, pelo que vimos na passagem dos últimos 4 ou 5 gestores, não seria Serra, talvez ainda fosse vila.

 

Maciel Rodrigues

Jornalista SRTE-PE 5598  

Radialista DRT 2671

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