É no município que a coisa funciona

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É no município onde a coisa funciona para valer. Governos ruins a nível federal e estadual sem dúvidas tem impacto na vida de brasileiros e pernambucanos, no entanto se tiver um governo municipal equilibrado esses efeitos podem ser minimizados ou nem mesmo sentidos pelos munícipes. Já se as escolhas para presidente e governador forem acertadas, porém para escolher o representante no poder executivo municipal não tiver sido boa, é provável que mesmo que o país e o estado andem de vento em popa os equívocos do governo local atinjam negativamente o cidadão.

Fechamento de equipamentos importantes por falta de estruturas, como vimos com o açougue e o matadouro público de Carnaíba. O SAMU e Upa-24 horas em Serra Talhada. Professores paralisando atividades em Mirandiba. Estudantes com dificuldade de chegar a escola em Floresta.

O governo do município é aquele mais próximo do cidadão, por conta disso se não for equilibrado e criterioso nos gastos públicos vai prejudicar o funcionamento da máquina, e assim, causar prejuízos ao bom funcionamento da administração. Emperrando os serviços básicos e essenciais.

Quando o cidadão acompanha muito a distancia a administração, quando não se enxerga como corresponsável por este governo, as coisas saem do controle. O mau uso do dinheiro público vai desde obras com custo-benefício duvidoso a contratações desnecessárias, quase sempre no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, alguns chegam até a ultrapassar esse limite imposto pela lei.

O governador já foi escolhido no dia 7 passado. No próximo dia 28 vamos escolher o presidente da república, e daqui a 2 anos novamente estaremos fazendo a escolha mais importante deste tripé: o prefeito. A direção do Brasil apontada pelo extrato das urnas deve também ser a direção dos municípios. Acabar com os excessos financeiros cometidos comprando ou contratando mal. Acabar com a figura de super secretários, que passam gestores e mais gestores e eles permanecem intocáveis.

Quem sabe os municípios desenvolvam de maneira satisfatória uma ferramenta de participação do cidadão na elaboração do plano de ação, apontando de modo direto o que é mais prioritário. Quais obras ou serviços são mais importante e não deixar a cargo de quem não está na pele do cidadão. Lembrando que o governando é apenas um escolhido para gerir o recurso público e não para ser patrão de ninguém, nem fazer da prefeitura uma agencia de empregos, colocando seus parentes e aderentes.

Um governo federal equilibrado evitando os desvios e desperdícios. Fazendo investimentos em infraestrutura, com um governo do estado cumprindo com a sua missão e contrapartidas nos municípios e, junto a estes, um governo municipal que não gasta desmedidamente o recurso público, sem dúvidas em médio longo prazo teremos um cenário muito próspero, com os equipamentos necessários funcionando, com os serviços chegando a quem e fato precisa de maneira eficaz e eficiente.

Todas estas circunstâncias descritas dependem de boas escolhas do cidadão e do seu acompanhamento rigoroso dos mandatos dos vereadores e do prefeito. Nesse mecanismo governamental estamos cada vez mais cientes que o poder está em nossas mãos, não apenas no sentido figurado, mas literal da palavra.

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