É preciso zelo com o dinheiro do povo!

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E o FPM? O Fundo de Participação dos Municípios? O principal repasse dos governos municipais, aquele mesmo que os prefeitos já realizaram mais de 20 marchas a Brasília com o objetivo de reclamar dos valores, de pedir reajustes… pois bem, agora em janeiro o reajuste será de 19%, nada mal, né? Mas nada vai adiantar se os gestores continuarem perdendo a mão na hora dos gastos com folha de pessoal. Não há dinheiro suficiente para contratações desnecessárias ou gastos supérfluos. Os gestores precisam dar o exemplo e se encaixarem no momento econômico dos seus respectivos municípios.

O dinheiro extra bem que poderia ir para uma conta, afim de garantir pagamentos atrasados ou investimentos travados. Bem que os gestores deveriam abrir mão da prática perversa aos cofres públicos de contratar sem medida, de abarrotar as prefeituras com aliados que não foram sabatinados pela meritocracia. Gente que procura compensar a falta de qualidade técnica e profissional, puxando o saco do patrão. Par isso até agredindo a honra, criando Fake News, costurando intrigas.

Se houver contenção de gastos desnecessários é bem provável que aquela cena ensaiada de pires na mão reclamando do FPM não seja necessária no 2º semestre. Se gastar menos do que arrecada, é provável que desapareçam as reclamações quando se aproximar o fim do ano de que os municípios não têm condições de pagar o 13º salário. Quem sabe as cenas de fornecedores acionando os meios legais afim de receber das prefeituras, também desapareçam.

O 1º semestre é sempre mais tranquilo que o segundo, pois não tem a queda nos repasses comum na segunda metade do ano. Mas já conhecedores dessa realidade, os gestores deveriam ter esmero com na aplicação, pois a falta de critério faz com que recursos escassos, suados do trabalhador, sejam investidos em obras sem necessidade, e ou ainda em obras que deterioram cedo demais.

Com boas práticas, usando com razão os recursos da principal fonte de recursos, pode-se equilibrar a máquina pública não só para quando estiver no governo, mas para as administrações seguintes. O ciclo vicioso de gestões gastadoras e de contas rejeitadas precisam reverter em novas de ciclo virtuoso, com pagamentos em dia, com contas ajustadas e referendadas pelos órgãos colegiados. Do jeito que funciona, é como se o dinheiro nunca fosse suficiente, afinal se numa ponta aparece o recurso ou mesmo a promessa dele, da outra começasse a gastança sem limites.

Infelizmente da maneira que funciona hoje só saberemos mesmo as qualidades e defeitos de tais administrações muitos anos a frente quando outros gestores, nesse interim, ou surfaram na onda ou afundaram no buraco deixado. Sem austeridade, com gastos sem a menor necessidade, como é o caso com folha de salário, não se chega a lugar nenhum.

Que o discurso de “ano novo, vida nova” seja posto em prática pelas administrações. Que peguem os valores excedentes de janeiro e paguem as obrigações que não foram honradas na reta final de 2018 e não saiam gastando, contratando ou comprando o que não podem nem precisam.

Voltamos a dizer o que foi dito nos editoriais desta semana: recursos é escasso, ainda mais em municípios localizados em regiões como a nossa, nos interiores, nos rincões do Brasil, por isso, é necessário medir sua utilização. Gastar bem é uma maneira de respeitar o povo, e o povo merece respeito!

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