É sempre “venha a nós”, já o “vosso reino”…

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Recentemente a Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) teve um encontro com membros do Tribunal de Contas do Estado, o que foi fazer lá? Choramingar e pedir flexibilizações criminosas, ao ponto que os gestores dos municípios pernambucanos não deram nenhum sinal de colaborarem positivamente com as administrações. Os prefeitos não apenas de Pernambuco, mas de todo o Brasil, com raras exceções, se acostumaram a enxugar de um lado para farrear de outro. Não tem se mostrado compromisso com o dinheiro público, as gestões passam distantes da concepção de eficiência.

Faltando quase 2 anos para as próximas eleições, muitos municípios já estão adiantando o debate, precipitando o embate. O detalhe é que a maioria dos postulantes é da base governista, muitas vezes ocupa oficialmente uma secretaria ou diretoria, ou seja, vai ganhar salários para fazer política partidária fora de época. Se os municípios reclamam de queda nas receitas, principalmente nos segundo semestres, deveria contratar com muito critério e desestimular que servidores em cargos comissionados antecipem as eleições, isso só pode trazer mais ineficiência a gestão.

Nesse encontro com o TCE, ouvimos as mesmas reclamações de falta de recursos para cumprir a lei. Os prefeitos dizem não ter dinheiro para instalar a político de resíduos sólidos e que dependem de incentivos financeiros da União. Mas ao tempo em que justificam isso, não exoneram nenhum cargo comissionado, não otimiza a administração como com diminuição na quantidade de secretarias e coisas dessa natureza. Muito pelo contrário, é provável que nestes 2 anos, mais ou menos, que antecedem as eleições de 2020, a gastança se intensifique, pior, com coisas supérfluas ou criminosos, como compra de votos com ações ou mesmo dinheiro público.

Esse modelo de administrador não serve mais para o novo Brasil que sonhamos. É preciso chegar ao poder sem os velhos acordos para então fazer enxugamentos necessários. Mudanças obrigatórios. Instituir critérios, respeitar limites, fazer o correto pensando na coletividade e não no projeto particular de poder, que é o que mais assistimos.

Estas lágrimas, justificadas pela suposta falta de recursos, são de crocodilo, pois no mês seguinte a uma reunião como esta entre Amupe e TCE, continuamos a ver as administrações jogando os recursos público, limitadíssimos é verdade, pelo ralo. Os prefeitos precisam acordar, pois o povo já está despertando e não vai aceitar o continuísmo da incompetência e da desonestidade.

Lançamos o desafio aos gestores: diminuam os salários dos cargos comissionados, diminuam a quantidade destes cargos. Façam penas o necessário, não exageram em diárias. Sejam transparentes com os processos licitatórios, imaginem como se a prefeitura fosse sua (e não que seja de fato), e como qualquer outra empresa, ela deve ser tocada com profissionalismo, austeridade, zelo na aplicação do recurso. Se uma empresa privada não é montada para dar prejuízos, na pública também não pode dar certo.

Os prefeitos não podem pensar na UNIÃO como uma mãe rica que entrega um brinquedo novo sempre que o filho displicente quebrar o seu. Na condição de mãe, a UNIÃO precisará saber o momento de estender a mão, desde que esse filho mostre compromisso em melhorar o comportamento, e de negar, se não enxergar nesse individuo esse comprometimento.

Enfim, há muito choro e pouco compromisso em azeitar a máquina para que ela trabalhe sem “forçação”, para que melhore seus desempenhos, para que dê os resultados que se espera.

 

Maciel Rodrigues

Jornalista SRTE-PE 5598  

Radialista DRT 2671

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