Editorial: a tirada de foco é proposital?

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Editorial do programa o XIS DA QUESTÃO – 08.05.2018

O modo como se discute os assuntos na Câmara de Vereadores causa muita confusão. Assuntos discutidos na sessão anterior é desprezado na seguinte e, para quem não está ligado na discussão, parece até que tudo foi resolvido.

Agora a bola da vez é o Empréstimos Consignados. Servidores Públicos garantem que não conseguem contrair novos empréstimos porque a prefeitura descontou, mas não pagou ao banco, negativamente seus nomes. O governo garante que pagou, e na Câmara de Vereadores assistimos oposicionistas querendo mais detalhes e situacionistas colocando entraves ou apenas repeti8ndo o que diz o governo, de que pagou e ponto final, sem apresentar um documento.

Quando determinados assuntos estão ficando quentes, quando a discussão está despertando o interesse do cidadão, surge um vereador que puxa o assunto para outra direção, desviando o foco. A situação dos Resíduos Sólidos? Levantamentos nossas suspeições e não teve nenhuma manifestação. Nossas avós diziam lá no passado que quem cala consente. As relações pessoais estão interferindo no direcionando dos debates e das ações dos nossos edis?

O debate, a publicação do que está incorreto faz parte. Usar a tribuna também faz parte, mas se não há nenhum interesse de acelerar o que se investiga. Se parece haver de uma das partes morosidade, desinteresse, não estaria na hora de uma ação no Ministério Público? Ou já há? No caso dos resíduos sólidos formos informados que sim, mas em que pé anda, como funciona esse acompanhamento pela justiça? Que estudos, laudos, que caminhos segue em busca de estabelecer a verdade?

Com todo respeito aos nossos vereadores, fica claro que tem gente com o pé no freio. Quando fala em expor a gestão municipal os vereadores da situação erguem o escudo (entenda-se discussões, ataques e etc.), se vai falar do governo do Estado, as oposicionistas fazem o mesmo. Quando trocam de lado, quando migram de grupos, passa a fazer o mesmo que a qual grupo fazia. Isso é lamentável. O interesse político, o pragmatismo político está acima dos interesses da sociedade.

A gente precisa de menos discursos, sem embasamento. Queremos os documentos, as respostas corretas e as estimativas de quando as coisas serão mesmo resolvidas. Ninguém suporta mais o “puxa-encolhe” que nada resolve, só protela, posterga.

Estamos de olho e já percebemos essa manobra.

 

Saiba mais:

O programa o Xis da Questão vai ao ar de Segunda a sexta-feira, das 11h as 14h na Rádio Líder FM de Serra Talhada. Apresentação Maciel Rodrigues e comentários de Jair Ferraz e Luiz Ferraz Filho.

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