Eleição traz o retrato da queda de gente graúda

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Os números da eleição realizada neste domingo trouxeram alguns cenários já especulados e comprovou outras situações também bastante especuladas pelos analistas políticos. Nomes de peso que ficariam de fora, como ocorreu com o ex-prefeito de Serra Talhada, Augusto César, que não conseguiu renovar o mandato para a Assembleia Legislativa. Como ocorrera nos pleitos anteriores, César teve uma votação complicada e não vai assentar-se numa cadeira do parlamento pernambucano.

Outro cenário apontado pelos analistas seria de embate entre os parentes João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), embora não tenha sido acirrada como se esperava, já que o filho do ex-governador Eduardo Campos teve uma frente muito ampla de votos, ambos puxaram a lista de eleitos para a Câmara Federal. O herdeiro político dos Campos obteve mais de 400 mil votos, já a neta de Arraes ficou com quase alcançou a casa dos 200 mil votos.

Na Alepe o destaque vai para a estreante em disputas eleitorais Delegada Gleide Ângelo, que obteve 412 mil 636 votos. Um fenômeno! Para se ter uma ideia o segundo colocado foi o pastor Cleiton Collins, que recebeu 106 mil 394 votos.

Ficou também evidente a força do deputado federal Sebastião Oliveira, que se reelegeu, puxou novamente Rogério Leão e impulsou a reeleição de Humberto Costa para o senado. É bem verdade que o petista também teve apoio do grupo do prefeito Luciano Duque, porém era cotado para não se reeleger, Costa superou Jarbas e foi o primeiro colocado. O “UP” dado pelo grupo de Sebá, uma vez que o irmão Waldemar Oliveira é o suplente de Humberto, foi imprescindível para que voltasse para a Casa alta.

Na majoritária estadual ficou também claro que houve um reconhecimento do povo quanto a gestão de Paulo Câmara. O pernambucano decidiu renovar o mandato ainda no primeiro turno. Mesmo com as críticas que surgiram no tocante a segurança pública e outros setores que sofreram com a crise, o governador outra vez superou Armando. Desta vez não teve o subterfúgio do avião que caiu. Caiu mesmo um político tradicional que com duas derrotas graúdas seguidas tende a não disputar mais uma campanha majoritária e não colocará no currículo uma passagem pelo governo do estado considerado mais importante do Nordeste.

Estas eleições mostraram que com pouco exibição, com recursos escassos é possível a renovação, a oxigenação do expediente político. O senado é uma prova disto, pois, dos 33 senadores que tentaram reeleição, apenas 8 conseguiram novo mandato. Humberto Costa, já citado, é um deles, assim como Renan e Ciro Nogueira (PP-PI), Jader Barbalho (MDB-PA)

E Renan Calheiros (MDB-AL), apenas para exemplificar. Figuras como Magno Malta no Espírito Santo, Eduardo Suplicy em São Paulo, Roberto Requião no Paraná e Romero Jucá em Roraima, ficaram foram.

A fatura em Pernambuco, assim como já apontavam a maioria das pesquisas, foi liquidada ainda no primeiro turno. Agora resta decidiu a nível de Brasil. Também como apontavam os levantamentos da maioria dos institutos, o segundo turno no dia 28 deste mês será entre Jair Messias Bolsonaro e Fernando Haddad. O capitão reformado do exército ficou com 46,03%, já o pupilo de Lula e do PT obteve 29,28% dos votos válidos. 49 milhões e 30,7 milhões, respectivamente.

Uma nova campanha vem aí no segundo turno, agora com tempo iguais no Rádio e na Televisão.  É tempo suficiente para que eleitores de Marina, Alckmin, Meireles, Daciolo, Ciro e companhia, candidatos derrotados nesse primeiro turno, se posicionem em quem vão votar agora no segundo. Lembrando que agora é uma diferença simples. Com qualquer percentual, quem estiver na frente vence as eleições. Vamos refletir, dialogar, pois dia 28 tem mais e será o dia em que decidiremos os nossos destinos.

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