Está caro sermos donos de empresas estatais

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O preço da gasolina está ficando impraticável. Mesmo quem não vive de fretes ou atividades semelhantes já refez as contas e constatou que está se tornando inviável ter um automóvel, caso não seja de fato de extrema necessidade.

Passeios e viagens consideradas supérfluas estão descartadas. Agora é fazer apenas o básico, tudo para não estar frente a frente com uma bomba de abastecimento o máximo de tempo possível.

O que mais chama atenção da gente, pobres mortais que não entendemos quase nada de conflito no oriente médio ou de como oscila o preço do combustível no mercado internacional, é que aplicando regras muito semelhantes as adotadas pela Petrobrás ou cidadãos estadunidenses pagam em média o litro a 52 centavos de dólar o litro, logo se convertermos teremos um litro de gasolina sendo vendido a 1,70 centavos de reais mais ou menos. A pergunta é: como seguindo um mercado que oscila tanto os americanos pagam duas vezes menos que nós brasileiros?

Outra vez nos vem a cabeça o assunto privatização. Os esquerdistas dirão que não, pois a petrolífera é do provo brasileiro, como assim que o dono paga os olhos da cara para estufar o peito e chamar de sua uma empresa que o escraviza?

Hoje o governo federal vai se reunir com a Petrobrás para discutir a política de preços. Isso veio logo depois que caminhoneiros do Brasil inteiro paralisaram nessa segunda assuas atividades em protesto contra a alta do diesel.  Já imaginou se houvesse uma adesão maciça dos cidadãos não abastecendo entre os dias 02 e 06 de junho como tem u manifesto pretendendo? Já pensou no recado que enviaríamos para o governo e para a “nossa empresa?”

Há alguns dias noticiamos aqui nesse programa que a Petrobrás estava se recuperando, era o primeiro ganho real depois das investigações feitas pela lava-jato em 2014. Até compromissos haviam sido pagos adiantado com o superávit alcançado.

O nosso protesto é para que sejam adotadas políticas amenas no quesito impostos que incidem sobre o preço dos combustíveis, mas que seja sustentável e não apenas eleitoreiro como vimos muitas vezes nos governos de Lula e Dilma do PT. Dá com a mão direita, mas tirando com a esquerda.

Não pode os impostos custarem quase metade do preço que pagamos nos combustíveis. É necessário, mais que nunca, uma reforma tributária. Estamos esgotados, não suportamos mais tantos impostos e taxas para pagar. Estamos ficando devedores e o pior, o que sobra do salário, ou melhor, aquilo que resta ao deixarmos de pagar um ou outro imposto, é muito pouco, quase não dá para sobrevivermos com dignidade.

Quem está no topo dessa pirâmide não conhece in loco a realidade, talvez tenha visto num artigo de jornal ou pelas lentes de uma reportagem de televisão que não aprofundam, e sendo apenas superficial levam a todos, inclusive a classe dominante, a pensar que as pessoas estão vivendo bem e que estão felizes.

A alta exorbitante do combustível não dificulta somente a vida de motoristas de caminhões, não. O pai e a mãe de família que precisa levar e buscar o filho na escola já começa a ter dificuldades.  Sob pressão, já tem gente regressando ao campo, mesmo não tendo aptidão para a labuta na terra, nem qualquer incentivo do governo para que lá viva e tenha seu sustento e da família, os preços de alugueis, de itens alimentícios, da energia elétrica principalmente, tem gerado um movimento ainda tímido o do êxodo urbano. De pessoas que estão retornando as suas origens, voltando ao campo outrora abandonado por seus pais ou avós.

Tá caro ser dono da Eletrobrás, tá muito caro ser dono da Petrobrás. É muito mais interessante que um projeto de concessão ou privatização bem feito seja elaborado e quem sabe assim seus reflexos positivos atinjam o cidadão, com preços mais baixos.

Do jeito que a coisa caminha seremos miseráveis famintos caminhando sem destino e sem perspectivas. Nada de carros ou motos. Parece que o governo quer nos ver estaremos esmolambados e margem da estrada. Sem sonhos, nem dignidade.

 

Maciel Rodrigues

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