Está faltando transparência!

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Volta e meia a gente analisa o comportamento de vereadores de Serra Talhada, seja na tentativa vã de tirar o foco de um assunto ou ao fazer de contas que cumpre suas funções, debatendo assuntos que não são suas competências.

Ainda ontem falamos sobre a falta de zelo do legislativo com uma das suas mais importantes prerrogativas: fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Assim foi quando o vereador oposicionista Gilson Pereira protocolou requerimento para obter mais informações sobre a política de resíduos sólidos, mais especificamente sobre o lixão e sobre a empresa concessionária. Assim também foi quando outros requerimentos foram colocados em pauta buscando informações da Secretaria de Finanças e da Secretaria de Educação. Nenhum prosseguiu a contento, sempre houve equivoco de interpretação do governo, que não compareceu a estas convocações.

Agora, tem outro sinal inequívoco de como pensa a maioria do legislativo municipal. O vereador Rosimério de Cuca apresentou requerimento que solicitava informações sobre veículos locados pelo munícipio. Aqui na bancada já comentamos sobre o assunto. Conferindo os dados, através do TOME CONTA no Portal do TCE, constatamos que a empresa WS LOCACOES E SERVICOS EIRELI teve R$ 759.952,00 empenhados, e destes, R$ 751.926,00, já foram pagos.

O que queria o vereador Rosimério, e o que queremos todos nós cidadãos serra-talhadenses, é a informação. É a transparência, se não há o que esconder, porque que sempre existe negativas em prestar os esclarecimentos? Quando a proposta de solicitar informações consegue furar o bloqueio que existe na câmara, acaba esbarrando na incompreensão do governo, que ao invés de comparecer a defesa de maneira oral, envia papéis e mais papeis, e diz estar cumprindo com suas obrigações.

Existe a proposta de identificar os veículos locados que estão a serviço da prefeitura, qual o problema em identifica-los utilizando-se adesivos, como foi proposto?

O 7 a 5 de ontem na câmara, pela reprovação do requerimento escancara ainda mais o desinteresse que a maioria do legislativo tem em fiscalizar, em passar para a sociedade as informações que ela precisa para fazer seu juízo de valor das coisas. Dizer não ao requerimento é negar o direito do cidadão de saber como está sendo praticado o recurso, se é necessária mesmo esta quantidade de veículos locados, e mais, se os valores estão dentro da razoabilidade, dos padrões do mercado.

É a ineficiência na fiscalização que patrocina os esquemas, é o descompromisso com os fatos que permite a utilização de expedientes desta natureza. Porque que uma empresa apenas monopoliza o serviço? Quem é o dono? Quais são as ligações com agentes públicos? Há relações entre os mesmos agentes em empreendimentos privados?

Se não há o que esconder, não cabe certas blindagens feitas, pois parece mesmo com o objetivo de dificultar o acesso as informações. O que acreditamos é que se é verdade que quem cala consente, quem se esforça para negar as informações que são de interesse do povo, também assina um atestado de culpa.

Maciel Rodrigues

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