Focar na pré-campanha oferece risco a governança.

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Não é de agora que alertamos para o comportamento danoso a administração pública e ao erário tão praticado durante o período das pré-campanha, por pré-candidatos que estão ligados as gestões. Não é segredo para ninguém que nestes momentos a máquina começa a moer para fazer daquele indivíduo o ungido pelo seu grupo. Seus atos à frente de determinadas pastas, deixa de mirar as questões ordinárias, aquilo que precisa ser decidido debaixo de critério, para atender ao aqui que vai ao encontro dos anseios políticos, e isso causa um prejuízo que não se pode mensurar, pois não atinge apenas a administração contemporânea, mas também as futuras, ou seja, há o prejuízo imediato, mas tem ainda o prejuízo a longo prazo, pois o dinheiro público serve para burlar o próprio processo democrático.

Não podemos fazer afirmações, contudo as evidencias são claríssimas quanto ao direcionamento das ações. Criticamos a precipitação das discussões políticas aqui em Serra Talhada, uma vez que todo esse processo serve tão somente para embriagar e anestesiar a população que tende a focar em 2020, nas eleições municipais, e esquecer-se de 2019 e das questões do dia a dia. Coisas básicas, como saneamento, pavimento, coleta de lixo, fardamento escolares, estradas vicinais e daí por diante. As mesmas necessidades que são atendidas pela metade.

Não podemos afirmar categoricamente, porém dá para ler nas entrelinhas: o atual vice-prefeito Marcio Oliveira já recuou da natural condição de pré-candidato em 2020. Ele não escondeu o descontentamento em disputar internamente com quem tem uma super secretaria nas mãos e que está a utilizando para vencer as disputas entre postulantes da base governista. Márcio tornou público aquilo que vínhamos comentando aqui: o recurso público não pode bancar acordos, apoios, servir para cooptar pessoas enquanto serviços básicos ainda esperam por uma decisão do governo. No caso da pasta da saúde da pré-candidata Márcia Conrado, há reclamações de falta de medicamentos essenciais nos postos de saúde, como para diabetes e hipertensão, assim como não está claro como estão funcionando as UBS depois da debandada dos médicos cubanos. Quanto foram repostos? Já está tudo preenchido e funcionando plenamente?

Quando se vira o foco para as disputas eleitorais, as políticas públicas, que já são muito desaceleradas, perdem ainda mais força. Temos 2 anos de um segundo mandato da atual gestão e a impressão eu se tem é de puxada do freio de mão. Ou há dificuldades de ordem financeira, devido aos gastos malfeitos ou é a velha estratégia de “derramar” ações em período pré-eleitoral com o objetivo iludir outra vez o eleitorado.

Enfim, meus amigos e amigas, se o modelo de pré-campanha adotado é prejudicial ao ambiente interno da própria base, que dirá no contexto geral. Não poderemos mensurar o peso político nas decisões como gestor público, nem o prejuízo, mas sabemos sim que no fim das contas essa é uma conta que p cidadão sempre paga. Ou paga com sofrimento pela audiência de critérios de políticas publicas sérias ou paga pelo desperdício de dinheiro que se pode cometer ao não usar o critério do mérito. A gente chamou a atenção para essa questão e vamos continuar chamando para todas as outras que possam ter somente a intenção de enganar ao cidadão.

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