Foi dada a largada para a sucessão municipal!

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O processo sucessório municipal de 2020 já está a todo vapor nos grupos de WhatsApp e Facebook. Está aberta também a temporada de experimentações, sondagens e especulações. Já rolam na rede alguns nomes considerados prováveis, como Márcio Oliveira, possível candidato de Luciano Duque, Augusto César, que pode liderar uma terceira via, além de Victor Oliveira e o ex-prefeito Carlos Evandro. Os dois últimos já estão disputando a preferência no ninho republicano. Victor foi o candidato em 2016 e se saiu bem, com mais de 19 mil votos, já Carlos Evandro fez um governo bom, bem avaliado pela população, embora suas duas gestões tenham enfrentado dificuldades no quesito aprovação das contas pelo TCE-PE.

Outros nomes com menos força correm por fora. É o caso da atual secretária de saúde, Márcia Conrado, assim como do também secretário do município Faeca Melo e do vereador governista José Raimundo, que estariam ali numa briga de foice no escuro com Márcio Oliveira para saber quem será o escolhido ao posto de candidato do grupo na próxima sucessão no município. Outrora adversário, Márcio ingressou no grupo de Duque com as especulações de uma negociação para ser o vice em 2016, mesmo com muitas negativas, ele foi o escolhido, ficando Faeca e Zé Raimundo “escanteados”, assinando, de certa forma, um atestado de que havia sim um acordo para o parente de Sebastião Oliveira (este o maior adversário de Duque na cidade) fosse o escolhido pelo grupo. Agora especula-se que exista um novo acordo para que Márcio seja escolhido como o sucessor do “legado” de Duque no poder executivo do município.

Correndo por fora, porém, ganhando corpo está Márcia Conrado, que segue fidelíssima aos interesses de Duque e da primeira dama, Karina Rodrigues, e fidelidade é algo tão raro e tão essencial nesses processos, que há quem diga que ela pode chegar bem na reta final dessa disputa, podendo deixar o atual vice para trás. Mas e se houver mesmo um acordo, como ficam ambas as partes em se confirmando uma ruptura?

No momento, quem tem travado um bom embate nas enquetes são os nomes ligados a Sebastião. Victor Oliveira e o médico Carlos Evandro são os mais citados, queridos, com ligeira vantagem para Victor. É bom lembrar que o ex-prefeito apesar de alardear ter condições de disputar o cargo ainda tem pendências quanto as contas rejeitadas pelas suas gestões (2005-2012), o que lhe coloca na condição de político Ficha Suja. O doutor não tem feito cerimônia nenhuma para esconder que está em pré-campanha desde que o processo de 2016 chegou ao fim. Com um mandato na condição vice de Augusto César e dois como prefeito, Evandro defende que ainda tem o que mostrar como gestor, mas apesar de aparecer melhor colocado que os nomes ligados ao governo, não consegue vencer a disputa interna, pelo menos nos questionamentos preliminares sobre intenção de voto para prefeito em Serra Talhada.

Muitos outros nomes não foram colocados nestas enquetes, como o do advogado Allan Pereira, penúltimo consultado em 2016 quando o PR saiu a procura de um candidato a prefeito, e este recusou o convite, aceito logo depois pelo jovem Victor Oliveira. O advogado que é vice-presidente do PR (foi presidente, depois sucedido por Carlos Evandro), vai concorrer ao cago de presidente da OAB no município e poderá estar um tanto afastado desse processo, pelo menos até meados de 2020, uma vez que terá até abril daquele ano para deixar o cargo e entrar na disputa pela prefeitura. Por enquanto isso é apenas analise, especulação, mas que pode ganhar corpo.

O nome de Otoni Cantarelli não foi posto nas tais enquetes, enquetes que é óbvio não têm qualquer valor científico. Ele é um jovem engenheiro e foi candidato pelo PC do B nas eleições de 2016, naturalmente se espera que outra vez esteja envolvido no processo político local, já que, com base nas eleições agora de 2018, tem-se a impressão de que jovens limpos, apesar de imaturos na política, estão levando uma certa vantagem sobre as velhas raposas da política tradicional.

Assim é a política, ainda mais agora que o povo tomou gosto, que trocou a bola, as novelas e o samba pela política partidária, pois passou a enxergar que somente por ela se corrige os problemas do município, estado e Brasil. ou dirigindo o atual modelo de político ou se lançando no meio para ter outro tipo de atuação. O Nordeste não acompanhou com a mesma ênfase o sentimento de mudança, contudo ela aconteceu. Basta agora saber se esse sentimento respingará aqui no processo político do município. Se o páreo vai ficar entre as caras já conhecidas ou se fatores surpresas poderão se sair bem. O desejo por mudança unido a limitações no uso de dinheiro nas campanhas poderá propiciar uma disputa mais saudável, igualitária, justa, e quem sabe, sonhar não custa nada, o vencedor seja alguém sintonizado com esse atual momento, de mudança, de oxigenação do quadro político do Brasil.

Por: Maciel Rodrigues, jornalista, radialista e editor deste site.

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