Gestões nos municípios dão privilégios a ineficiência

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Se a gente olhar as administrações Brasil a fora, com raras exceções, está nítido que o formato não privilegia a eficiência. Certamente a sociologia explica porque que o cidadão quase não reage a essa afronta, a esse desperdício do seu dinheiro que por uma via o por outra, serve mais para enriquecer aqueles que chegam ao poder, do que mesmo dar-lhe e aos demais membros da sociedade uma qualidade de vida melhor.

Ao invés de fazer um acompanhamento rigoroso, cobrar duramente os gestores para que o mérito seja aplicado nas tomadas de decisão e assim o recurso chegue ao destino, o cidadão teme falar de igual para igual com o político e o trata como se fosse um artista.

Comendo daquilo que o gestor quiser dar, isso por ignorar a força que tem sua figura nesse modelo de sociedade, o cidadão está acostumado a receber migalhas e se dá por satisfeito. É praça com qualidade duvidosa, terminal de passageiros com 2 anos de atraso para a entrega, é UBS com prazo também atrasado, é calçamento que arrebenta pouco tempo depois de pouco tempo de inaugurado, é asfalto que se “esfaroça”, falta de médicos nos postos de saúde, remédio que não se encontra nas prateleiras das farmácias públicas e tantos e tanto outros problemas.

Como é de costume, quem sabe 1 ano antes da eleição ou ainda no período eleitoral tudo vai ficando pronto, como um passe de mágica, mas sabe porque? Porque o cidadão tem mente curta e é imediatista. O político sabe que se fizer muito antes de uma campanha eleitoral será esquecido, então guarda o poderio para ser usado na reta final. Não se surpreenda, cidadão quando ver o governo, seja de qual esfera for intensificando ações as portas de um pleito eleitoral.

Três anos de violência são esquecidos depois das ações no ano anterior a disputa. Maior investimento em mídia faz o cidadão esquecer de milhares de mortes porque esse mesmo governo não teve o mesmo esforço que esboça quando pretende melhorar sua imagem, vencer as eleições ou fazer o sucessor.

Vamos fazer a nossa parte, cidadão! Cobrar de forma ordeira e reconhecer aqueles que fizerem, mas esperar deles critérios na aplicação dos recursos. Compromissos com a cidade, com o estado e com o País e não com seus pares, com seus colegas de partido.

O comportamento passivo do cidadão é que permite que o modelo atual ainda seja aplicado. São manobrados bovinamente, tangidos para o curral vermelho, azul, talvez nunca para o verde e amarelo, onde se concentra o rebanho mais rebelde e intangível.

 

Maciel Rodrigues

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