Há sinais que estamos andando em círculos!

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É sagrado o direito do cidadão de votar em quem desejar, também é um direito ignorar as informações sobre o candidato ou encontrar razões frágeis para justificar, tudo isso é um direito. É um direito inclusive de querer votar num presidiário, ainda bem que o do outro lado não é um direito de nenhum cidadão se não estiver quite com a justiça candidatar-se.

Nunca antes na história desse País a discussão sobre a opção sexual esteve tão em alta e foi tão amplamente e “alienavelmente” discutida em rede nacional, na TV, Rádio ou mesmo Rede Social. Ficamos com impressão de que propositalmente tiraram o foco. É importante o respeito a diversidade? Sim. Deve estar nas discussões o respeito todas as opções sexuais, manifestações religiosas e etc.? Claro! Mas para isso já temos leis próprias que coíbem quem desrespeita, quem ofende.

Precisamos mesmo é discutir a legislação que iniba ou coíba o crime do roubo. Não é apenas no ater se o candidato entende ou não de saúde, segurança, educação e etc. O importante é que convide para o ministério quem entenda. Dê carta branca, não deixe que a ingerência política interfira no funcionamento, pois não é a falta de conhecimento que atrapalha e capacitação que atrapalha os governos nessas áreas, mas sim a ingerência. Quando são escalados personagens mais pelas suas qualidades em manipular números, desviar recursos, ingerir politicamente no funcionamento do que mesmo pela sua qualificação para tocar de maneira criteriosa o serviço.

Esse negócio de tachar candidato A ou B de homofóbico, de facista, nazista, inclusive usando esses termos de maneira deslocada é uma perda de tempo, e isso interessa a alguém. Nada é por acaso. Por exemplo: quem se beneficia se o foco não estiver na lisura, na honestidade? Quem roubou ou é porta-voz da safadeza. Muda-se o foco para discutir questões secundárias. Escondendo, desta maneira, aquilo que realmente interessa.

A falta de argumentos, a inexistência de coerência é comum na maioria dos candidatos e replicada nas redes sociais por aquele que se apresentam como seus eleitores. Estão discutindo se um bebê com nasce deve ser identificado como sempre foi pelo seu sexo ou se deve esperar até ela decidir se é menino ou menino independente do órgão genital que tenha nascido. Acho um extremismo, falta de prioridade colocar esse assunto como o mais importante.

O curioso é que, como diria o amigo Luiz Ferraz Filho, que outrora nos trouxe muito detalhes do comportamento político na história: estamos andando em círculos! Se de um lado Bolsonaro é visto como um novo Fernando Collor que surgiu como o Pai dos descamisados, o caçador de Marajás, também não é exagero compará-lo ao próprio Lula. De supostamente não ter competência para administrar, de não ler livros, de ser opressor (no caso do Lula se falava na mudança da bandeiro do País para vermelho) e, embora não tenha feito de direito, fez na prática. No entanto, deixando os escândalos e o fato de Lula estar preso por lavagem de dinheiro e outras coisinhas mais, o petista é lembrado como aquele que fez o melhor governo no País.

Será que o pesquisador Luiz Ferraz Filho está correto? Que nesses 30 anos de redemocratização do País estamos andando círculos. Pergunta: PT e PSDB são antagônicos ou irmãos siameses? O que à prática de suas gestões nos diz?

Ou saímos dessa cortina de fumaça que dispersa atenção, ou corremos o risco de dizer, daqui a pouco tempo, que fizemos uma escolha errada e que deveríamos ter escolhido diferente.

Par fechar, usaremos uma frase de um dos textos geniais do poeta Jessier Quirino, que diz: “Aprender nunca é demais, mas aprender nunca, é demais”.

Maciel Rodrigues

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