Júlio Lóssio: A política pernambucana vive uma ‘esquizofrenia’

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Júlio Lóssio é ex-prefeito do município de Petrolina | Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Da Folha de Pernambuco

Pré-candidato a governador pela Rede, o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, afirmou que a política no estado passa por uma “esquizofrenia”. Na sua visão, as composições eleitorais que se desenham, tanto na Frente Popular como na oposição, carregam contradições graves, que serão exploradas durante o período de campanha. Por isso, mantém sua postulação, pois acredita que ela é a única que consegue manter certa coerência, dentro do cenário atual.

“Estamos vivendo uma esquizofrenia política em Pernambuco. É uma verdadeira loucura. Depois da morte de Eduardo Campos, o PSB perdeu um pouco o rumo. Tem história de centro esquerda, mas na eleição votou no PSDB e estava durante anos aliado aos tucanos e ao DEM. O PSB também ajudou a derrubar Dilma, o que foi um grande equívoco, mas agora quer voltar atrás. Realmente, quando a gente erra, quer pedir desculpas”, colocou, em entrevista ao Programa Folha Política, desta segunda (21).

Da mesma forma, Lóssio considera que o bloco oposicionista, liderado pelo senador Armando Monteiro (PTB) tem feito escolhas “equivocadas”. “Na última eleição, votei em Armando. Mas acho que ele fez um caminho equivocado, nessa escolha de alinhamento mais com a direita, com DEM e PSDB. Algumas pessoas chamam essa aliança de ‘Pernambuco quer voltar’. Eles estavam com Eduardo o tempo todo. Eu posso até criticar o PSB, porque nunca estive com eles. Mas, como o povo que foi eleito com Eduardo e participou do governo, chaleirou Eduardo, agora se considera com autoridade para criticar o governo? Um governo não fica ruim do dia para noite, é construído a cada dia”, destacou.

Marília

Segundo o ex-prefeito, a possível retirada da candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ao governo é “ruim para a democracia”. “Marina Silva, inclusive usa muito a frase ‘quanto mais estrela no céu, mais iluminado fica o caminho’. Então era bom ter eu Marília, Paulo Câmara, Armando Monteiro, Fernando Filho, Mendonça Filho e Bruno Araújo. Todos candidatos ao governo. Porque no segundo turno iríamos nos compor com quem entendemos que está mais de acordo com o que a gente pensa. O segundo turno existe para isso”, frisou.

Confira a íntegra da entrevista no Podcast Folhape:

 

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