Luciano Duque de saída do PT?

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Mesmo com chances pequenas de ser de fato expulso do Partido dos Trabalhadores o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, começou a dramatização daquela que pode ser a sua saída da legenda. Ele usou a abertura do processo de expulsão como justificativa para abrir a porta de saída do partido de Lula. Mas seria apenas isso, uma antecipação desse processo, descontentamento dentro da legenda ou este pode ser um movimento para 2020?

Defensor da candidatura de Marília, Duque viu o projeto crescer avassaladoramente e ao mesmo tempo sofrer um golpe do próprio PT. O partido não é mais o administrador da tão comentada estrada para Brasília, talvez por esta razão é hora de deixar o partido, pelo fracassado plano destas eleições, quando o partido encolheu?

Todos sabemos que ao finalizar um processo, nesse caso o presidencial, logo tem início as tratativas para 2020, quando o eleitor serra-talhadense vai voltar a sua sessão eleitoral para escolher o novo prefeito do município. A eminente mudança de sigla pode atender além do óbvio que é se acomodar noutra legenda, quem sabe essa melhor colocada na administração do Estado, talvez um partido mais próximo do grupo oposicionista em Serra Talhada, o PR, será?

Antes mesmo de pensar em se candidatar a algum cargo em 2020 ou 2022, Duque deve está pensando em como não fazer companhia aos ex-prefeitos Dr. Carlos Evandro (de quem foi vice nos dois mandatos) e Dr Geni Pereira, já falecidos, que foram considerados fichas sujas. Duque teve as contas de 2013 e 2014 reprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, o TCE, e o aceno para deixar o PT, por enquanto mera especulação, é visto como uma possível estratégia para que tenha ampla maioria e aprove suas prestações de conta, evitando ser o terceiro prefeito do município, de maneira consecutiva a ter contas rejeitadas e a figurar na lista de Fichas Sujas, e portanto, sem condições legais para 2020 ou no pleitos seguintes.

Por enquanto tudo não passa de mera especulação, assim como muitas que já houve. O fato é que existem interlocutores que trabalham para que Duque e Sebá diminuam as distancias ou os abismos entre eles pensando num projeto vitorioso, quem sabe reconduzindo o PR ao comando da prefeitura do munícipio, porém esse é um remédio com muitos efeitos colaterais. Não se sabe as dores de cabeça que daria para ambos os lados. O fato é que, por mais estranho que soe, essa é uma possibilidade alimentada nos bastidores dos dois grupos. É bom lembrar que houve aproximação entre eles agora no processo presidencial.

Rompido com os Oliveiras desde 2012 quando viu sua candidatura a prefeito ameaçada e trocou o PR pelo PT, com a benção e empenho total do ex-prefeito Carlos Evandro, Duque poderia estar voltando para casa. Mas reafirmamos que tudo não passa de mera especulação que tem lá seu fundo de verdade e sua porcentagem de possibilidade. De fato, temos uma insatisfação do prefeito, que não teve sucesso nesse processo, a não ser pela eleição de Marília Arraes e sua excelente votação no munícipio, mas foi só.

Até meados de abril de 2020, quando se encerram as filiações partidárias, tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas cá para nós, há fortes razões das duas partes de alinharem o discurso ou de, no mínimo, diminuírem o tom. Ficarem mais propositivos, claro, até que os interesses ou os una ou amplifique o abismo que hoje é bem menor que há algum tempo atrás.

Resumindo meus amigos, nada que nos deixe estarrecidos, é provável que muitas danças das cadeiras aconteçam. Que o bloco do pula-pula faça suas prévias e que em 2020 tenhamos um carnavalzão, talvez como o azul apenas sendo a cor padrão. Vamos em frente, meus amigos, pois o adágio popular diz, e precisaremos esperar para ver mais essa, que o tempo é o senhor da razão. Quem viver, verá.

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