Mais segurança, menos mídia!

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Segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, os números da violência têm caído, o que devemos comemorar, contudo é importante dizer que a demora nos investimentos foi crucial para que vidas não fossem poupadas em 2017. Faltou a mesma energia desprendida agora, o que ainda é pouco, mas mostra que está no caminho certo.

Ninguém suporta mais os assaltos, os armamentos, explosões de bancos e os crimes de estupro e estelionato que continuam com números bem elevados. É necessário que a polícia seja melhor equipada, mas também é necessário o investimento na área social e econômica.

Lamentamos que a maioria dos investimentos tenham vindo somente agora, assim como sempre acontece em períodos eleitorais. Sacrifica-se 3 anos para que em 1 as ações sejam concentradas e dessa maneira interfiram nas eleições. Uma pena que o interesse política esteja acima da pauta administrativa. Daquilo que é mesmo interesse da sociedade que é o bem comum.

Mais policias nas ruas fazendo o trabalho de reprimir. Recursos para que munícipios invistam em monitoramento, o que vai ajudar na investigação e resolução dos crimes. Que haja uma integração entre municípios e Estado, atuando em todas as frentes, como na qualificação profissional, atração de empresas e desta maneira gerar emprego e renda, tirando as pessoas da miséria e da linha de frente do tráfico de drogas, por exemplo, que acaba recrutando pessoas que a vida bateu a porta na cara.

Precisamos andar nas ruas e nos sentirmos mesmo seguros. Precisamos confiar que havendo algum crime a investigação terá de fato condições de chegar ao criminoso e dessa forma puni-lo. Evitando que a impunidade continue instigando as práticas delituosas, do ponto de vista que a falta de resolutividade patrocina a barbárie.

Estamos melhorando, mas que esta melhora não seja descontinuada ou abandonada quando passar as eleições, nem se outro candidato vencer, tampouco de o próprio Paulo Câmara conseguir reeleger-se.

Os nossos bons números de agora em relação ao mesmo período do ano passado não ilude, do ponto de vista que o que desejamos é uma redução muito mais séria e significativa.

 

Maciel Rodrigues

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