Não dá pra contar com a sorte, tem que ter trabalho!

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Não dá para contar com a sorte sempre, ainda mais quando se lida com o imprevisível. Na edição de ontem do XIS DA QUESTÃO comentamos sobre os problemas causados pelas chuvas. Saber com precisão quando e com que intensidade vai se dar, não é fácil. Agora prever que se for de moderada para forte e que se estenda por mais de hora vai trazer prejuízos e transtornos em locais previsíveis, isso dá sim.

Parafraseando o ex-ministro Gilberto Carvalho sobre o PT, a gestão de Luciano Duque precisa enfrentar os seus demônios administrativos, pois eles não morreram, estão apenas adormecidos. É como diz aquela música de Leoni: “a verdade sempre vem bater à porta. A gente tenha ou não vontade”. Então, estes problemas de gestão vão bater a porta, queira ou não queria o governo. Nesse caso, os fantasmas de meados de 2015 quando tivemos muitas chuvas e alagamentos, voltaram para visitar o governo. Outra vez fica evidente que nada ou quase nada efetivamente foi feito para exterminar ou amenizar a situação que se repete, ano após ano, desde que chova.

O curioso é que comentávamos ontem de que o assunto não era debatido com o rigor que carece. Que situações pontuais são sempre discutidas superficialmente, afinal, passada a estação chuvosa outra vez aquele problema cai no esquecimento do cidadão e só voltará à tona quando outra chuva acima da média ocorrer.

Falando do ano de 2015, a Câmara de Vereadores realizou sessões itinerantes com o propósito de confeccionar um documento apontando áreas críticas de alagamentos e suas soluções. Falamos desse assunto ontem, lembramos que nada ou quase nada foi realizado usando aqueles dados como referência, ou seja, toda aquela movimentação do Poder Legislativo, acompanhado de representante do Poder Executivo e do MPPE, não serviu de absolutamente nada.

 Os pontos de alagamentos mais antigos continuam sendo os mesmos. Os novos, decorrentes da expansão do pavimento, vão surgindo e carecendo de intervenções urgentes, se não são realizadas, como comumente acontece, vamos outra vez repetir as mesmas notícias como se fossem informações velhas. Alagamentos, prejuízos e, esperamos que não ocorram, danos imateriais. Ferimentos ou mortes em quem arrisca-se ao cruzar esses pontos de críticos.

 Desde ontem a noite, depois de uma chuva forte que caiu no município, a prefeitura montou um comitê para falar sobre os problemas e para divulgar ações emergenciais que estará realizando. Como logo, logo estaremos na estação chuvosa e há perspectivas de que chova bem, seria prudente que o governo já antecipasse ações no sentido de minimizar os problemas já esperados. Que use alguma parte dos mais de 900 mil reais que conseguiu para pavimentos, na construção de obras de contenção das enchentes, dos alagamentos, pois somos muito frágeis nesse sentido. Se não for o caso, que consiga nova emenda ou use parcela considerável dos recursos próprios para esse tipo de investimento.

 Um canal ao lado da 19ª Ciretran já passou da hora de ser construído. Toda vez que chove aquela passagem de água na avenida do Pereirão, antigo Batucão, do Tunas, fica intransitável, pois sempre que passa o período chuvoso se ignora aquela passagem e ela fica praticamente soterrada, entupida, e o ponto que é crítico, se agrava. Esse é apenas um exemplo, uma ideia que precisa ser analisada por técnicos capacitados que podem escolher a melhor saída, mas apelamos que não sejam feitas outra fez obras paliativas ou mesmo nada, como assistimos nos anos em que choveu. Entre fevereiro e junho temos a estação chuvosa da região e, se confirmando as precipitações esperadas, os mesmos problemas, mesmos transtornos serão também repetidos, pois a chuva não podemos prever, mas chovendo, as causas são velhas conhecidas, nossas, da gestão e do povo.

 

Maciel Rodrigues

Jornalista SRTE-PE 5598  

Radialista DRT 2671

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