Nem todo petista é maluco!

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Até que ponto a paixão é capaz de encobrir a razão e levar o indivíduo a defender uma situação que normalmente não concordaria? Defender um o preso como candidato, por exemplo, defender alianças estranhas, decisões em sua maioria tomada por um líder e seguida cegamente por quem está em baixo, na base da pirâmide.

As insanidades defendidas pelo PT quase sempre foram abonadas pelas suas lideranças, das mais modestas as mais importantes. Há quem defenda o legado deixado pelas administrações de Lula e Dilma, que ignora as investigações e prisões, inclusive do próprio Lula, que culpa a justiça de está perseguindo, de que os problemas econômicos vieram da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Que o sítio não é de Lula, que o tríplex tampouco.

Parece que a soma de todas essas justificativas injustificáveis já tem aberto os olhos mesmo dos políticos ou militantes mais apaixonados. Figuras importantes ao longo desse processo vivido pelo PT foram deixando a legenda, tais como Marta Suplicy, Heloísa Helena e tantos outros. Agora, com o fato de além de estar combatido, destroçado pelas investigações que o atingiram, aliada ao fato do paridos ter tomado decisões insanas, como é a candidatura de Lula, como foi o acordo com o PSB, muitos outros personagens históricos do partido estão deixando-o.

Em Serra Talhada, o atual Secretário de Agricultura e ex-vereador, Zé Pereira, pediu desfiliação. Outros filiados já externaram o mesmo desejo, de deixar a legenda. Não concordam com a decisão da cúpula nacional, entenda-se Lula e companhia, em retirar intransigentemente a candidatura de Marília, usando subterfúgios frágeis.

Decisões contraditórias, posições questionáveis já foram e são tomadas por quase todos os partidos, porém aceitar a neutralidade do PSB, ofertando a cabeça de Marília apenas com o objetivo de isolar o PDT de Ciro Gomes, foi algo mesquinho, talvez a gota d’água que faltava para transbordar.

Não dá mais para ter o poder pelo poder, sem que sejam julgadas as escolhas, se são ou não coerentes, legítimas. O novo entendimento sobre o ideal da política no País não aceita mais as velhas práticas. Continuar cometendo-os, é correr o risco de ser banido, esquecido, ultrapassado.

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