Neudo revela que no passado projetos eram aprovados na surdina, na Câmara de Carnaíba.

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O clima ficou quente entre o Presidente da Câmara de Carnaíba, Neudo da Itã e o vereador da bancada governista Everaldo Patriota (PSB). O governista estaria pressionando a mesa a apreciar o projeto de lei de autoria do executivo municipal, enviado há 20 dias, que visa atualizar o salário mínimo. Everaldo teria proposto que o presidente liberasse um vereador oposicionista para votar no projeto.

Neudo não perdeu a oportunidade. Lembrou ao colega que o trâmite na casa é de 45 dias para apreciação do projeto, antes de ser colocado ou não em votação. “A gente faz política com decência e coerência, ouvindo as pessoas, dialogando. Votando nos projetos que melhoram a vida do povo”, disse, antes de acusar administrações passadas de aprovar o que queria em outras legislaturas.  “Nessa casa legislativa os projetos eram votados nas madrugadas, nas noites, porque tinham que passar de todo jeito”.

A Câmara de Vereadores tem 15 dias para dar um parecer sobre o projeto. Pelos menos dois pontos são entraves na negociação entre governistas e oposicionistas. É que a prefeitura quer aproveitar o momento de adequação do salário mínimo para também reajustar os salários dos Cargos Comissionados. O outro ponto é com relação ao mês base para pagamentos retroativos. No projeto o Poder Executivo colocou o mês de abril. Os oposicionistas defendem que a prefeitura pague retroativo a janeiro de 2017.

Buscando mostrar que os projetos que chegam a câmara são examinados com isonomia, o Presidente lembrou que semana passada foi aprovado o projeto do executivo de doação de um terreno para a Cehab (Companhia Estadual de Habitação e Obras), onde deverão ser construídas 25 habitações populares.

Vossa excelência sabe que a semana passada foi aprovado um projeto nessa Casa, que nós vereadores da oposição, aprovamos esse projeto. Nós tínhamos maioria aqui. Então vossa excelência sabe que o projeto passou nessa casa com o voto de todos”, disse Neudo.

Esse sim é um projeto que melhora a vida do povo, que se teve erro lá no passado, mas a gente consertou, porque a população não pode pagar por erro de gestor que que está ali por trás, ocupando um cargo público, não”, encerrou.

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