O legislativo de Serra Talhada é inexistente!

0
60

Os vereadores de Serra Talhada não fazem um único aceno para o que anseia a sociedade. Na sessão realizada nesta segunda-feira mantiveram as duas férias anuais, mostrando que está pouco se linchando para a opinião do próprio eleitor, que se manifesta contrário a essa regalia injustificável. Nossos Edis não têm qualquer receio quanto a opinião pública acerca do trabalho que desenvolvem.

Nestes dois anos e 4 meses desta legislatura, o Poder Legislativo se apequenou, foi esmagado pelo rolo compressor do prefeito, que reduziu o Poder a quase nada, a um puxadinho, uma espécie de Cartório que carimbou todas das insanidades da gestão. Não dá para isentar nossos vereadores de suas corresponsabilidades, quando constatamos o desgoverno, marca impressa pela atual gestão.

A subserviência está nítida quando nossos “representantes” seguiram “pianinho” aquilo que interessava ao chefe do executivo.  Diversos processos de contratações por meio de seleções simplificadas, contas rejeitadas pelo TCE, sem falar na criminosa falta de fiscalização, que resultou entre outras coisas, em obras irregulares no Anel Viário, como constatou a CGU (Controladoria Geral da União). Os vereadores ou se mostram desconhecedores da função ou são participes da trágica administração.

Não há um aceno destes legisladores que possamos pinçar e salvar desse lamaçal. Na casa que deveria ser do povo, foi a casa do prefeito, que não esconde o sentimento de sentir-se de fato em casa. Seus projetos são apreciados e votados por unanimidade. Suas cooptações mostram como estes legisladores estão na contramão dos fatos, da realidade, das leis, do bom senso, das boas práticas. A mercantilização das decisões, dos pareceres, ignorou a eficiência, ignorou que o que se decide naquele poder é como será usado o recurso público, e ele, desde o primeiro dia desta gestão, tem sido utilizado de maneira ineficiente, e por vezes, criminosa.

Enquanto Câmaras de Vereadores, como a de Carnaíba, propõe reduzir os salários, aqui as últimas brigas foram para aumentar os vencimentos. Enquanto lá há oposição e dentro da lei faz cumprir suas prerrogativas, aqui nem mesmo o líder sabe quem é ou não de oposição. Pelas obras, realmente não podemos separar um rebanho do outro. Enquanto em câmaras como a de Arcoverde levanta-se vozes para fiscalizar a gestão atual, aqui monta-se blindagens. Talvez poupar o governo da inevitável mão da justiça, pois ela chega mais cedo ou mais tarde, parece ser se poupar do vexame que seria o desmascaramento.

Ontem a câmara manteve-se firme, com votos de oposição e situação, para manter os dois recessos. A proposta de reduzir não traria nenhum prejuízo para os nossos vereadores, no entanto parlamentares das duas bases defenderam com unhas e dentes a reprovação, daquele projeto engavetado durante a passagem de Naílson Gomes naquela casa, aliás, diga-se de passagem, um fiasco, uma decepção a presidência desse vereador. Foi mais líder do governo do que presidente da casa.

A confiança destes vereadores é na ignorância do eleitorado, no desinteresse pelo acompanhamento do mandato, contudo é preciso dizer que os tempos estão mudando, e no que pudermos escrever em caixa alta para que o eleitor entenda mais e melhor, faremos. Já passou de o cidadão dar um basta àqueles que não legislam, a aqueles que fazer de seus mandatos um absurdo balcão de negócios.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here