O quadro é de intolerância generalizada!

0
44

Segundo definição encontrada na internet, Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes.

Não é de hoje, mas tem se acentuado cada vez mais os mais variados tipos de intolerância, velados ou explícitos. As disputas religiosas, a queda de braço de maneira violenta entre heterossexuais e a comunidade LGBT, a maneira violenta e estúpida com que acontecem os debates sobre a política.

Ambos os lados da discussão querem empurrar um no outro de maneira forçada, de goela abaixo, suas convicções. Há radicalismo em quem insiste, mesmo que tenha bons argumentos para essa tentativa, como também existe da parte de quem se nega a enxergar o que está tão clara quanto os raios de sol do meio dia.

Não existem debates ou conversas francas, o que estamos assistindo é uma intimidação, uma tentativa de linchamento ético e moral do cidadão que expressa sem segundas intenções, as sua preferências. É de maneira intolerante que pessoas combatem aquilo que tacham de intolerância no candidato A ou no candidato B. Segundo definição anteriormente já trazida no início desse editorial sobre intolerância, ela é a incapacidade de reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.

É preciso disseminar o respeito e a tolerância, pois cada indivíduo é único, logo é imprescindível que seja compreendido a tempera que o forjou. Pois é provável que ele seja a maior vítima dessa situação e não culpado, pois o sistema trabalhou para lhe atrofiar a capacidade de enxergar com clareza os fatos e dessa forma bloqueou a possibilidade desse cidadão de guiar-se somente por este juízo de valor, sem que qualquer outro instrumento baseado somente na paixão e simpatia o mova noutra direção.

Faz parte da intolerância, muitas vezes, a inversão de valores. Abastecidos até a tampa dessa visão míope, militantes partem para ofensiva e sequer levam consigo a arma do argumento, da verdade. O objetivo se mostra insano, desumano. É atingir que pensa diferente, seja qual for suas motivações. É ferir, denegrir, expor!

O que não sabemos é se esse sentimento mesquinho foi nutrido pelos modelos de governo recentemente aplicados ao País ou se foi regado por toda a maneira conversa da nossa miscigenação. O fato é que os olhos brilham no achincalhamento alheios, na confrontação, na humilhação causada.

A intolerância não parece fruto apenas da falta instrução. Não se trata apenas de alguém que por ser ignorante, bate o pé e se mostra irredutível. Nesses casos específicos pode até não avançar o debate pela deficiência dessa parte, mas não se vê contrapontos violentos ou estúpidos.

A intolerância dá sinais de ser irmã siamesa da estupidez, de quem quer manter algo que não serve mais usando de argumentos inconsistentes acompanhados de violência verbal, ou outras mais. Mas também está presente na defesa de quem cansou do que viu e viveu e não está disposto a avançar etapa, após etapa. Quer na marra, no braço, implantar uma nova maneira de enxergar a realidade, e assim, temos esse cenário caótico, que não une em prol do que quer que seja, apenas distancia, segrega, separa!

Mantenhamos as nossas prefêrencias, mas sejamos tolerantes e pacientes com quem não comunga conosco. O mundo é feito de diferenças e é indispensável a tolerância para que haja harmonia entre todos os lados de moeda.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here