O que esperamos da Câmara de Vereadores

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Os trabalhos no poder legislativo foram retomados na sessão dessa segunda-feira. Todos sabemos da importância do legislativo, na hora de criar leis que contribuam com a melhoria da vida do cidadão serra-talhadense, como também é possível fiscalizar para que os recursos que entram no município sejam investidos, primeiro no destino correto, depois no percentual resguardado pela lei.

Algumas dúvidas ainda pairam no ar, seja sobre os veículos locados pela prefeitura, pelo serviço da zona azul, tipo como têm sido investidos os recursos arrecadados com o pagamento do imposto do estacionamento? O segundo semestre pode ser um divisor de águas na administração, se o poder legislativo fizer a sua tarefa.

Volta ao centro do debate o serviço de coleta e processamento de resíduos sólidos. A concessionária, Hertz, recebeu um pouco mais de 400 mil reais e pelo sabemos pouca coisa avançou no sentido de ser erguido o galpão, adquiridas as máquinas, contratadas as pessoas e assim, dar início ao trabalho de reciclagem dos materiais, como era o projeto desde o começo.

No primeiro semestre, aqui ou acolá, de maneira atabalhoada, a bancada de oposição ainda se movimentou no sentido de adquirir informações do governo do munícipio, o que foi trabalhoso, a administração apesar de alardear ser transparente e de ter recebido prêmios por esta suposta qualidade, sempre pôs o pé no freio quando pressionada a prestar esclarecimentos.

Dificuldades nos consignados, dificuldades também para coletar informações sobre os veículos com passagem livre na zona azul.

O poder executivo não pode interferir, pautar, muito menos travar os trabalhos de apuração, fiscalização feitos pela câmara de vereadores. Que não vejamos somente moções de aplausos ou de pesar, nomeações de ruas. Que o legislativo não seja submisso ao executivo, afrouxando as apurações, apenas porque isso desagrado ao chefe daquele poder.

Recursos próprios, precisamos saber quanto se arrecada, como se gasta. É preciso austeridade para que o dinheiro dê. Se não houver critérios, vai sobrar nas diárias e faltar remédios no posto de saúde.

Esperamos, como cidadãos, um poder legislativo menos puxadinho do executivo, menos amedrontado, menos interessado em colocar na pauta aquilo apenas que traga para os edis, quaisquer vantagens.

Que aquela casa, chamada de Casa do Povo, seja realmente uma caixa de ressonância dos problemas da sociedade e um caminho por onde possamos solucionar ou encaminhar a solução da maioria deles. Não dá para ter 17 representantes meramente de enfeites.

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