Os novos tempos estão deixando quem pensa antiquado para trás

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A classe política ainda está apreendendo a reagir diante do jornalismo mais atuante, mais atento aos detalhes. É natural muitos políticos ignorarem seus malfeitos e se dizerem perseguidos por este ou aquele outro veículo, normalmente a TV Globo é a o alvo predileto desses ataques.

Pela localização geográfica e por ser no centro econômico do País os grandes veículos de comunicação se encontram no eixo- Rio-São Paulo, outro nas principais capitais do País e por último, pequenos veículos que estão nos interiores, nem todos, quase não está nos grotões. Talvez por esta constatação ainda estejamos engatinhando, de um lado em fazer um jornalismo cada vez mais sério e imparcial, do outro lado, de os políticos se comportarem como servidores públicos e não como celebridades ou figuras acima da lei.

Diminuiu um pouco, mas ainda é comum a intimidação. De políticos ou assessores que, descontentes com algum a matéria, ligam irritadiços e fazem colocações com tons ameaçadores ou intimidadores, para aqueles que se intimidam, claro.

Não somos favoráveis aos editoriais encomendados sob medidas. As matérias que visam pressionar o governo X em prol de cotas de patrocínio ou o contrario elogios descabidos por que a cota já está em execução.

Por ser mais comum dos que ouvintes, leitores e telespectadores imaginem, os jabás, os PF’s (por fora), ou tocos, compram o silencio ou a conivência de profissionais venais que não têm qualquer compromisso com o que de fato é interesse do povo.

Os lobistas estão soltos e vão se aproximando, dando um “cachêzinho” aqui outro acolá, vão de mansinho interferindo na linha editorial, e o cidadão mais desatento nem se dá conta.

O que mais tem é jornalista recebendo mesadinha. Aí quando você ouve o jornal que ele apresenta, não tem nada de jornalístico é um informa publicitário do governo X, Y e Z.

Acreditamos que por esta prática ser tão comum as vezes ofendemos quando algum ou outro esboça qualquer movimento no sentindo de nos colocar em uma lista de beneficiados, seja ela qual for. É natural que o político fulano de tal fale mais no programa tal e o outro, que é dono do programa, fala mais na emissora N. Agora imaginem que linha editorial será seguida, imagine se o debate em algum momento vai colocar em pauta algo que constranja o dono.

Não queremos com isso dizer que somos os donos da verdade, queremos apenas de dizer que não somos iguais, apenas isso. Essa conduta nos deixa muito confortáveis para fazer nossa a pauta do povo, de cobrar sem mais cerimônias ou rodeios aquilo que o cidadão quer que seja perguntado. A questão é que na maioria das vezes a prioridade do povo é uma, a do político é outra bem destoante.

Acreditamos que como aconteceu aqui neste mesmo veiculo de comunicação que desbravou uma selva virgem e deu início a abertura que temos hoje, quem sabe estamos inaugurando uma nova mentalidade, um novo jeito de refletir sobre os assuntos e suas consequências, pode ser que a nossa maneira de tratar os assuntos esteja de fato abrindo a mente do cidadão e consequentemente do político, pois este, ao invés de negar as coisas erradas que estejam óbvias, vai preferir ter mais zelo, agir com mais coerências e ética para evitar ser linchado moralmente.

O quarto poder precisa amadurecer nos rincões, no interior do interior. O político deve acompanhar esse novo tempo, colocando-se exatamente no seu devido lugar, o de servidor e não de popstar. O povo precisa também entender o seu verdadeiro papel nisso tudo, não atirando fora o voto ao dá-lo a quem deu qualquer vantagem fajuta em troca.

Um desconforto aqui ou acolá ainda vai surgir. Um comportamento condenável de quem está no quarto poder, também. Vícios do povo? Também não serão cessados tão facilmente, quer seja pela necessidade ou pelos maus-hábitos.

O importante é que estamos amadurecendo e numa velocidade que está deixando para trás, o cidadão inconsciente, o político desonesto e jornalista mal-intencionado.

 

Maciel Rodrigues

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