Os políticos e seus mergulhos propositais.

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Parece que nos últimos dias tivermos uma competição de mergulho na política de Pernambuco.  Fernando Bezerra Coelho mergulhou e no próximo dia 11 deverá ser confirmada a pré-campanha de Armando Monteiro a governador de Pernambuco. A briga com Jarbas e Henry pelo comando do MDB não saiu bem como ele esperava.

Já faz uns dias que quem também mergulhou propositalmente foi o Deputado Federal Eduardo da Fonte. Envolvido com o recebimento de propinas do seu partido, e tendo  processos investigados pelo Juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, Da Fonte mergulhou no propósito de ser esquecido pelo noticiário. Até sua possível pré-campanha para senador perdeu força, mesmo com o esforço anterior que teve de esboçar a criação de uma chapinha. A quantos pés está Eduardo da Fonte?

Outro que, embora não tenha razões semelhantes aos já citados anteriormente, porém também deu uma desacelerada na agenda foi o Deputado Federal Sebastião Oliveira, do PR, ex-secretário de Transportes de Pernambuco. Até a intensidade de suas entrevistas para órgãos de imprensa da cidade diminuiu. Antes com falas quase que semanalmente, ultimamente foram algumas falas esporádicas, e também com posições mais maleáveis. Tirou um pouco o pé e, pelo visto, aguarda que as mudanças na política do estado ganhem seus formatos derradeiros, mais próximo do que será em outubro próximo.

Nos casos de FBC e Eduardo da Fonte, a estratégia talvez seja para escapar do linchamento que deverá ser feito pela opinião pública quanto as suas supostas participações em desvio de recursos e beneficiamento próprio e de partidos com propinas vindas de desvios da administração pública, como da Petrobrás.

Já Sebastião pode estar de fora olhando a briga de foice analisando se de fato concorre a reeleição para a câmara federal, onde se avalia que não teria dificuldades ou se encara os desafios que o primo Inocêncio Oliveira não encarou, como concorrer uma cadeira ao Senado ou mesmo substituir Henry na vice de Paulo, tudo por acontecer, como já diz o ditado popular, inclusive nada!

É provável que não demore muito até que os desaparecidos comecem a emergir e aí veremos como o cenário político vai se apresentar. Na reta final é preciso manter as narinas de fora, pois, a disputa deverá ser acirrada e vai chegar a margem e em vantagem aquele que der braçadas mais fortes e seguras.

No mais, cabe a gente ficar atento e tentar interpretar o que quer dizer o silêncio que vem das profundezas desse oceano.

Uma coisa é certa: esse mar de tubarões não é local propício para pobres sardinhas.

Maciel Rodrigues

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