Parte da imprensa já não classifica Victor candidato natural do PR

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Hoje o empresário Victor Oliveira concedeu entrevista aos radialistas Francys Maya e Giovani Sá da Rádio Vilabela FM. Logo no preâmbulo de apresentação do entrevistado o ancora disparou que o neto de Inocêncio não é mais o candidato natural do grupo oposicionista, a justifica para isso, segundo ele, seria o aparecimento de outros nomes, entre eles o do ex-prefeito Carlos Evandro. Não foi bem assim uma justificativa, ou seja, campeou na subjetividade.

Claramente dispostos a jogar Victor Oliveira conta o ex-prefeito, por quem parecem nutrir apreço, os jornalistas tentaram arrancar frases de afeito ou críticas duras, no entanto o primo de Sebastião manteve-se calmo e polido, não fez polêmica, mas deixou claro que a ideia apregoada pelos “carlistas” de que ele pode ser o vice, não tem chance de acontecer. Victor é o candidato, como deixou claro, assim como disse respeitar as manifestações de quem deseje também concorrer a prefeitura.

Acostumados com o jeitão Carlista de fazer campanha (ou nesse caso pré-campanha) com amontoado de gente, poucas propostas e muita conversa, os jornalistas opinaram que o empresário estaria isolado, isso pelo simples fato de não ir rodeado de “colaboradores” as entrevistas, como a desta segunda-feira (11). Sobre eu trazer só o Cosme e Damião [assessores], a gente dá conta, não dá não?” disse sorridente, provavelmente se dirigindo aos gêmeos que o assessoram. “Eu não estou isolado porque estou ao lado do maior líder do grupo que é Sebastião Oliveira”, esquivou-se.

O republicano reconheceu que há falta de comunicação no grupo, mas lembrou que é apenas um soldado e que não cabe a ele conduzir esse processo. “De fato existe uma competição, o que é natural, dentro do grupo, essas movimentações de lideranças…Que estão sinalizando alguma coisa dessa natureza, mas é normal da política, apesar de não ser o ideal. O alinhamento era para ser muito mais ideológico do que de conveniência, por cargos, por favores ou por qualquer troca que seja. Inclusive até a gente vê hoje nos jornais que até dinheiro rola no meio dessas negociações com lideranças”, comentou.

Ainda sobre o seu comportamento político de não andar com aglomerado de pessoas e quanto as velhas práticas, disparou: “eu tenho certeza que o futuro da política não pode ser esse, não pode continuar do jeito que ela vem sendo feita, e que muitas lideranças hoje em dia mantêm, eu não concordo, não corroboro, não pratico esse tipo de política. Por isso que vocês me indagavam, assim com certa surpresa, né? O fato de eu não fazer questão de andar com muita gente, ou de fazer todo aquele auê que é normal, que é tradicional de políticos, porque eu vejo essas mudanças e essas questões que precisam ser readequados. A consciência, o entendimento sobre o funcionamento político que a sociedade tem“, finalizou.

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