Precisamos de mais fiscalização nos postos de combustíveis do Sertão.

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O preço do combustível já é exorbitante no Brasil onde é vendido em média por R$ 4,30 o litro, e ainda tem as fraudes. É um produto caro e a falta de fiscalização principalmente no interior do estado não dá ao consumidor a segurança na qualidade do combustível, nem mesmo se a quantidade comprada é a mesma que entra efetivamente no tanque.

As fiscalizações da ANP e do Immetro ficam muito na capital e região metropolitana. Outro dia uma operação foi realizada na Caruaru e ficou constatada que a gasolina vendida em determinado posto tinha características de adulteração.

Reportagens nacionais já constataram diversos tipos de adulterações, como a que já mencionamos, digitar um litro na bomba, mas efetivamente entrar 600 ou 700 mililitros. Estes são apenas os prejuízos visíveis. E os prejuízos a longo prazo, como os danos causados aos motores e outros componentes? E o dinheiro que desembolsamos nas manutenções periódicas?

O nosso apelo é para que tenhamos mais fiscalização. Que as ações da ANP, Agencia Nacional do Petróleo, e da Polícia Federal não fiquem apenas na Região Metropolitana do Recife, pois é isso é o que deixa seguros os donos de postos para praticarem o quem quiseram. Desde adulteração no combustível e nas bombas até a cartelização dos preços praticados. Não podemos afirmar, mas os preços aqui em Serra Talhada sugerem que há algum tipo de acordo estabelecidos. São centavos de diferença, o que não estimula os motoristas e motociclistas a escolherem onde abastecer, pois não compensa.

Ontem, por exemplo, uma operação investigou a atuação de sindicatos dentro do esquema de cartel de preços dos combustíveis em Pernambuco e Paraíba. Precisamos de fiscalização, mas rigorosa e permanente nos postos, nos dando garantia de que, apesar de cara, estamos comprando um produto dentro das normas estabelecidas pela ANP.

Diante da ausência da agencia e dos demais órgão fiscalizadores, donos de combustíveis ficam a vontade para cobrarem os preços que bem entenderem, extorquindo quem não tem opções, senão adquirir o produto, mesmo desconfiando de praticas ilícitas na revenda do combustível.

A Petrobras voltou a ser superavitária, tomara que de agora em diante ela consiga desenvolver uma política de preços que mantenha as margens de lucro para os postos de combustíveis, mas que alivie um pouco para o consumidor. Estamos quase batendo a casa dos 5 reais, e se nada for feito, vai acabar chegando lá.

Maciel Rodrigues

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