Quando o discurso vai ganhar vida?

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Senhores políticos profissionais, quando finalmente veremos o tal do fazer mais com menos? Pois, depois de passadas as eleições, da festa e do champanhe, nos deparamos com administrações bastante previsíveis. Com os Estados e Municípios abarrotados de servidores que não servem, de secretarias que não funcionam, ou seja, dinheiro público sendo desperdiçado em situações que de comprovado péssimo custo-benefício para o cidadão.

Quando é que a máquina finalmente vai moer para o lado do cidadão, pois ela acaba moendo o próprio quando são aprovados aumentos e mais aumentos de impostos, quando já vivemos num estado em reconhecido pelo seu custo elevado. De carga tributária pesada, de impostos absurdos, de qualidade de vida cada dia mais difícil.

Pernambuco, só para citar como exemplo, já tem o insumo para fabricação de produtos de beleza entre os mais caros do País, depois de mais aumentos aprovados na Alepe, podemos nos orgulhar também de termos o automóvel chamado popular, mais caro da Brasil. Sempre pagamos mais, com o pretexto que nos passam de que é para manutenção dos serviços públicos. Pois, diz o governador, os tempos são difíceis e precisa arrecadar para dar continuidade a governança. Mas na prática é o estado devendo repasses a municípios, é estado criando fundo com propósito eleitoreiro, é o governador fazendo malabares para taxar mais o cidadão pernambucano com o propósito de dar um 13 do Bolsa Família. Mas sabe o que não ouvimos? Se falar em diminuir o tamanho desse governo. Em menos secretarias, mais eficiência, menos contratos temporários, mais servidores efetivos.

Na lógica do comunismo e socialismo, o Estado vai ficando grandão, abarcando tudo, regulando tudo e mostrando sua incompetência para isso, uma vez que não oferece com satisfação os direitos mínimos de cidadão, que sequer tem acesso a emprego e renda e sub existe em algum lugar na periferia da periferia. Longe do banquete, das facilidades. Longe da luxuria, da mordomia.

A prova de que falta uma boa administração é que a maioria dos hospitais do Estado estão funcionando numa modelo meio que privado, através de uma Organização Social. O detalhe é que tem unidade que saiu de 400 mil mês para a manutenção dos serviços, para 2 milhões de reais. Ou seja, como num passe de mágica, apareceu dinheiro, que contempla os operadores desse modelo. Antes, quando o recuso, digamos, era aplicado de maneira direta, não havia dinheiro suficiente.

Estamos maltratados com esse modelo que diz ser satisfatório, mas que na verdade contempla a quem o rodeia. É uma gerencia que privilegia a prestação de serviço de aliados, mesmo que isso signifique um custo maior para o cidadão. Creio que fazer mais com menos não seja isso. Que dessa maneira a máquina não mói efetivamente para o cidadão.

Finalizando, caros amigos e amigas, queremos um governo mais alinhados com as propagandas, com os discursos e com as promessas. No papel tudo é mil maravilhas, na prática o que assistimos é um show de falta de prioridades na hora de governar.

 

Maciel Rodrigues

Jornalista SRTE-PE 5598  

Radialista DRT 2671

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