Quase um mês depois da prisão, Lula já não conta com aquela comoção.

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Foi um verdadeiro espetáculo a prisão do ex-presidente Lula. Muitas horas se arrastaram entre a expedição do mandado de prisão no dia 5 de abril e efetivação dela somente no dia 7. Não é qualquer brasileiro que tem essa “prerrogativa”. Houve revolta de quem acompanhou a construção do mito, mais especificamente de quem milita no meio sindical. Como assim estão prendendo o mito?

Nos dias seguintes as redes sócias fervilharam de debates acalorados. Muitos simpatizantes de Lula perguntavam: “e porque o Lula, tem tantos outro que roubaram bem mais”, como se isso justificasse ou tivesse qualquer ligação com o caso do Triplex pelo qual o ex-presidente foi condenado. O PT seguiu e ainda segue buscando fazer a defesa da sua maior autoridade.

No entanto quase um mês depois as redes sociais já não fervilham tanto assim. Quem acreditava que o Lula ficaria uma semana no máximo tá se dando conta que o buraco é mais embaixo. Muitos revoltados estão enxergando e aceitando os fatos.

Por mais que petistas não admitam, o ex-presidente está fora do processo eleitoral, caiu na lei da ficha suja. Por outro lado, Temer não só manteve como reajustou o bolsa família, usou contra Lula, petistas e esquerdistas no geral, exatamente aquilo que o PT sempre usou com maestria, a manipulação da massa. Temer e o agora MDB tem muitas coisas para explicar, dificilmente terá candidato e mais remotamente ainda venceria as eleições de outubro próximo.

Mas escreve tudo isso para refletirmos. Esfriou ou não esfriou a revolta dos Lulistas? Se ele permanecer preso, o que deve acontecer, vai esfriar, esfriar até ser esquecido ou lembrado apenas pelos mais próximos, pelo PT? Outra coisa: Uma pesquisa de ontem do Instituto Paraná pesquisas mostra que 6 em cada 10 pessoas não votariam em um candidato apoiado por Lula, será que esses números tendem a crescer ou diminuir?

A verdade é que as pessoas têm memoria curta, logo elegerão outra pessoa para ocupar, no coração, na mente e presidência, o espaço que até então era do intocável Lula.

 

Maciel Rodrigues

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