Resíduos sólidos: Porque bancada de oposição se cala diante de denúncias em ST?

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Mesmo com denúncias sobre como se deu a desativação do antigo lixão às margens da PE-390 (que liga Serra Talhada a Floresta) e como funciona o novo aterro as margens da PE-320 (próximo a Calumbí). Mesmo com reportagens sobre o assunto, denúncias no rádio e etc. apenas o vereador Gilson Pereira (PROS), que se diz independente (nem oposição, nem situação), puxou o assunto na Câmara de Vereadores de Serra Talhada.

As possíveis irregularidades vão desde o estudo sobre quantas toneladas de lixo são produzidas por dia no município (governo aponta 104, empresa diz que não chega a 60), passando pelas obrigações da empresa ganhadora da licitação, a Gaúcha Hertz, que deveria cumprir com cronograma de investimentos, como galpão, compra de máquinas, o que não fez e foi supostamente multada pela prefeitura por isso.

Há ainda exigências feitas pela Hertz quando houve as negociações. Um delas o pagamento de fretes e aluguel de armazém (com dinheiro público) às margens da BR-232 onde deveria funcionar uma fábrica de calçados do mesmo empresário da Hertz.  Assim como outras irregularidades. O interesse é que o município respondesse e comprovasse suas defesas sobre todos estes questionamentos, contudo a gestão preferiu o silencio.

Além da investigação de tudo que foi dito anteriormente, desejava-se saber se o governo estaria mesmo cumprindo com seus deveres de fiscalizar e cobrar a Hertz no cumprimento de suas obrigações previstas no projeto de concessão. Apesar do governo alegar ter multado a empresa por descumprimentos, há questionamentos se a prefeitura não estaria prevaricando ao fazer vistas grossas quanto a toda essa problemática.

Voltando ao comportamento do Poder Legislativo do município diante disso tudo, apenas o vereador Gilson Pereira abraçou a causa, os demais da oposição, Antônio de Antenor, Vera Gama, Dedinha Inácio, Jaime Inácio, Rosimério de Cuca e Pinheiro do São Miguel, têm feito feito ouvidos moucos sobre o problema. Dr. Gilson apresentou requerimento convocando o prefeito para responder aos questionamentos, porém munido de documentos que atestassem suas defesas, podendo, casa houvesse alguma indisponibilidade de saúde ou agenda, o prefeito ser substituído por algum secretário de pasta correspondente, porém o prefeito não foi nem enviou substituto. Enviou apenas um calhamaço de papeis, cerca de hum mil páginas, para que o vereador tivesse acesso e apresentasse parecer em 6 minutos de oratória na tribuna, algo humanamente impossível.

Diante do silêncio dos vereadores, perguntamos: porque que membros da bancada de oposição fingem que o assunto não existe? Tivemos acesso aos documentos enviados pela prefeitura e num deles diz que o lixo hospitalar é de responsabilidade da BRASCON – Gestão Ambiental, que tem entre seus sócios o Advogado Waldemar Oliveira, irmão do Deputado Federal Sebastião Oliveira (PR) e que diz abertamente trabalhar para que seu irmão e Duque se juntem politicamente outra vez.

Não que existam quaisquer questionamentos sobre a atuação da BRASCON, mas como a empresa pertence a Waldemar, teriam os vereadores recebido algum tipo de instrução para não levarem o caso adiante? Puxarem esse mote poderia trazer algum tipo de dor de cabeça para a gestão Duque, uma vez que o advogado já confidenciou ter boa relação com o prefeito?

Se não for isso, que me perdoem, mas é intrigante esse silêncio e esse público desinteresse da bancada de oposição sobre o assunto. Se a coisa é assim na oposição, o que podemos esperar da situação?

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