Só o futuro poderá dizer que governo temos agora.

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A gente não vai conseguir calcular com facilidade a qualidade das administrações em curso. Muito dessa dificuldade se dá porque infelizmente os órgãos que deveriam nos garantir isso não tem capacidade para fazê-lo em tempo real, logo, o que acompanhamos agora pode está rebocado de maquiagens, cheio de enfeites e que no sistema arcaico só saberemos de fato que legados estas gestões deixarão, no futuro.

Assistimos com o PT de Lula e Dilma, um País fantástico na propaganda. Das medidas sem viabilidade que mais adiante acabam esbarrando na realidade e a conta foi chegando, chegando e ainda hoje recebemos as faturas, embora milhões de brasileiros nem culpem mais os que passaram, pensem que a dívida é somente do governo Temer, mas esse é um ledo engano.

Nas administrações municipais é a mesma coisa. Os erros são os mesmos. Contratações sem critérios, gastos excessivos com folha de pagamento, excedendo o que dia a Lei de Responsabilidade Fiscal. Obras feitas de fachada, sem qualidade, tocadas por empresas de fachada ou por terceiras. Licitações estranhas, onde uma mesma empresa ou empresas estranhas vencem sempre os processos licitatórios. Tudo travestido de legal, porém é um modo grosseiro de burlar o frágil sistema, e as instituições e órgãos que deveriam fiscalizar e coibir essa safadeza toda? Não veem ou fingem que não está vendo.

4,5 anos depois de passadas as administrações, de enriquecimentos absurdos de conhecimento quase de toda população, vem dos tribunais de contas estaduais a decisão de reprovação das contas ou de aprovação com ressalvas, em alguns poucos casos decidindo pela devolução de valores ínfimos.

Resumindo: o que estamos vendo não é bem o que exatamente está acontecendo. Quem está enriquecendo, quem recebe sem prestar o devido serviço ou tem pagar porcentagem, tudo em cartas marcadas, num velho jogo já escancarado pelas investigações da Polícia Federal na Lava-jato. O que acontece em Brasília, não duvidem, acontece nos interiores, e quem sabe à vontade pela inoperância dos poderes paralelos na fiscalização, fazem sem muitas cerimônias, com desfaçatez que lá no macro não se vê.

Os segundos mandados quase sempre são marcados por administrações desaceleradas, obras que se arrastam, licitações cada vez mais esquisitas. É mesmo o aparelhamento para usurpar o dinheiro público. As evidencias das falcatruas estão na qualidade dos serviços e das obras, não está latente, só não enxerga quem de fato nega-se a ver.

O 4º poder, a imprensa em alguns setores é bem verdade, vai tentando fazer o papel dos demais que garantiriam a aplicações dos recursos, o cumprimento dos cronogramas, a boa aplicação do dinheiro público. Mas na realidade muita gente não quer botar a mão na ferida, na cumbuca. Teme represálias das mais perigosas e imagináveis e possíveis.

Para uma grande parte é deixar rolar, é tirar uma casquinha se puder e quem sabe lá na frente órgãos de outras esferas peguem esses espertalhões, lhes incluam nas listas de políticos fichas sujas, impeçam de se candidatarem, obriguem que devolvam algumas migalhas, no fim eles terão causado prejuízos não quantificáveis e como num passe de mágica ficaram ricos em 1 ou2 mandatos. Esse é o retrato em preto e branco das gestões no Brasil.

Que tipo de gestões estamos vivendo, onde estava a maquiagem, onde foram os desvios, só saberemos no futuro. E aquilo que por ventura tenha sido feito ainda nos perguntaremos: a que custo? Pois essa turma não dá ponto sem nó.

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