Uma facada na democracia

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Na quinta-feira passada, dia 6 de setembro, uma faca atingiu em cheio não apenas o ser humano, o candidato a presidência da república, Jair Bolsonaro do PSL, abriu também uma ferida na democracia, deixou aberta as chagas do radicalismo, da intolerância e da alienação.

O golpe escancarou o acirramento. Talvez tenha aberto um largo sorriso no rosto daqueles que arquitetaram essa bagunça. Não foi uma coincidência, uma simples psicopatia de alguém que resolveu atacar à faca aquilo que lhe desagrada e que não conseguiu mudar de maneira democrática. É uma loucura premeditada, é uma manobra profunda. Não foram penas assaltados os cofres públicos desse País. A massiva política de ideologia esquedopata adotada, roubou o que as pessoas podem ter de mais precioso: a consciência. Foram assaltados e não se deram conta.

Não é apenas o ataque a uma pessoa. Embora a vítima tenha perfil provocador, seja falastrão e cometa excessos no seu modo de fazer política, sempre de maneiro provocativa, não há razão para que seja covardemente atacado. Nada vai justificar uma violência absurda, tamanha e radical, que muito pouco não tirou a vida do presidenciável.

Nem sempre encontraremos um candidato que leve adiante as nossas ideais, que nos represente, mas não é nem na bala, muito menos na faca, que vamos resolver nossos problemas, nem assim impediremos que quem não apreciamos chegue ao poder.

Não é possível saber que profundidade foi essa facada no processo eleitoral. Se cortou profundamente ou se fez apenas um arranhão na já complicada escolha do eleitor indeciso. Se consolidou o candidato Jair Bolsonaro no primeiro turno ou não, e como pode influenciar na disputa do segundo turno.

Essa facada evidenciou também como perigosa pode ser a desinformação provada propositalmente pelas Fake News, as notícias falsas. Com inverdades disfarçadas de notícias, se pregou a possibilidade de encenação, e acreditem, ainda tem pessoas sem acreditar que houve de fato um violento atentado contra a democracia brasileira.

Ignorante e irresponsável, o cidadão não se acha na avalanche de pseudo informações e sai compartilhando tudo a sua frente, uma grande parcela sem sequer ler e interpretar corretamente o que a, entre aspas, matéria diz.

No Facebook, por exemplo, uma usuária da rede compartilhou publicação do site Boatos.org sobre textos a cerca da suposta encenação e escreveu: “Já não votava nesse imbecil, agora é que não voto mesmo”. Só que a matéria que compartilhou tratava justamente de esclarecer que os textos espalhados no whatsapp especialmente tratando como um caso forjado o atentado a Bolsonaro, era na verdade uma Fake News, ou seja, dizia que falsa era a informação de encenação e não o atentado em si.

Resumindo: tão perigosa quanta a facada sofrida pelo candidato, e desta maneira a democracia, é a total ausência de consciência e boa fé do próprio eleitor, coitado, que virou uma igualmente perigosa arma a serviço do caos e da confusão.

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