Vereador denuncia irregularidades na educação de Serra Talhada

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Com exceção do vereador Agenor de Melo (PV) que não assinou nem votou favorável e da vereadora Alice Conrado (PMB) que assinou, porém votou contrário (não se sabe se intencionalmente ou por displicência), foi aprovado na sessão de segunda-feira (23) o requerimento assinado pelos demais legisladores municipais pedindo esclarecimentos da Secretaria de Educação de Serra Talhada sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O Rosimério de Cuca (PMN) denunciou que tem uma professora de escola do bairro da CAGEPE que não está indo trabalhar porque está passeando por São Paulo com o namorado. O vereador denunciou que existem casos de professores que recebem pelo Fundeb, porém estão trabalhando em outras secretarias da administração municipal ou sequer trabalham. Sinézio Rodrigues (PT) ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEST), voz da categoria na câmara municipal, silenciou diante das denuncias de Rosimério.

Durante Assembleia realizada pelo SINTEST, professoras denunciaram que motoristas que fazem o transporte dos docentes estão trabalhando irritados porque tem salários atrasados. Fazendo o serviço de má vontade, os motoristas têm deixado alguns professores distantes de suas residências, e a noite isso é muito perigoso, com algumas professoras voltando para suas casas sozinhas, próximo as 23h. Para a professora Rosilda Terto da Silva,“Luciano Duque não é um governo bom para o servidor”. Apesar das críticas, as professoras disseram que o governo do município tem se esforçado para solucionar os problemas.

Elas avaliam que o problema da secretaria de Educação é querer pagar toda a despesa somente com os recursos do FUNDEB, sem nenhuma contrapartida do município. “No meio do ano passado o prefeito falou que ficou uma sobra de R$ 1 milhão do FUNDEB complementação e 800 mil para os auxiliares. Só que o vereador Sinézio não concordou e até hoje não recebemos o rateio”, falou uma das três professoras que não quis se identificar.

Como o município não consegue pagar o piso nacional recebe uma complementação para atingir o percentual. A prefeitura enviou para o legislativo o projeto anual de reajuste dos servidores da Educação, mas as negociações não avançaram entre categoria e o governo.

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